O ‘landês’ da tasca

Ideias

Quem mal trabalha, a medo entorna, e por mulheres não corre, resta-lhe como entretêm descoser na vida alheia. Ora é o meu caso. Não vai longe, cortei nas entretelas de luxo-em-burguês. Hoje puxa-me para home ‘landês de camisa aberta e mangas puxadas, senhorio de mesas corridas, reservados e moçoilas de favores. Quem sou eu, para descrer do sermão? Pois não é com olores de santidade que nos apresentam os magos da alta finança? Pois não são lentes de palavra pouca, acção muita, e ciência por Deus ciumada? Não nos governam, eles, pelo tudo que saibam a mais do que nós, por mor de segredos que nós jamais penetremos, sequer atinjamos? E se oráculo prenuncia, o feitor do euro-rupto, que mal vamos e pior ficamos, enquanto não abandonarmos a tacinha de branco e a cinta de ligas, repito: quem sou eu - quem somos nós - para darmos por falaz diagnóstico de físico-curandeiro, mestre de primeira apanha em prescrições avulsas de sanguessugas e sangrias redentoras? Estou, vai-não-vai, no...

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