Amar-te e Respeitar-te

Ideias Políticas

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Francisco Mota

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O acompanhamento do progresso Humano e Social dos mais jovens é um dever integral dos projectos educativos da Escola e central nas políticas públicas de proximidade. Este deve ser um complemento formativo à Educação não formal leccionado pelo corpo activo associativo e organizacional do território em que o jovem está inserido. Tendo por princípio que a educação é um dever intrínseco da família, a escola e as políticas públicas devem dotar os jovens de ferramentas e experiência que lhes permitam evoluir e construir o seu processo de crescimento de uma forma mais completa para que estes, que são os Homens e Mulheres do futuro, estejam melhores preparados para abraçar o novo Mundo.

No dia em que se comemora a efeméride de S. Valentim, conhecido tradicionalmente como o dia dos Namorados, é mais do que propício reflectir sobre a violência no Namoro e de que forma é que os projectos educativos podem contribuir para a combater. Esta é uma problemática que não pode nem deve ser encarada de uma forma leviana e acrescida de uma motivação social pelo facto da responsabilidade cívica que envolve os diversos agentes que contribuem para o enriquecimento formativo dos jovens portugueses.

Foi em Braga, com este propósito, que nasceu mais um projecto pela mão da betweien, em colaboração com o artista JIMMY P. Intitulado “Amar-te e Respeitar-te”, este projecto pedagógico de combate à violência no namoro, pretende não só alertar os nossos jovens para uma realidade que assombra muitos adolescentes, mas também dota-los de ferramentas práticas no combate às diversas formas de violência no namoro.

Com apresentação de três histórias ficcionadas, procura alertar para três realidades distintas e actuais: a realidade percecionada pela vítima masculina, com a história “os homens não choram!”, uma outra em que a vítima é feminina “Quanto mais me bates...”, e uma última vivida no mundo virtual e das redes sociais “Todos os dias da nossa vida real e virtual!”. Este modelo de iniciativa literária e musical atraí os adolescentes para uma maior consciencialização de um problema que bem pode ser de qualquer um, na medida em que Todos e Todas somos potenciais vítimas.

O relacionamento interpessoal vai para além das histórias de princesas e mundos encantados, porque mesmo no amor existem conflitos, mas esses não podem ser confundidos com violência e desrespeito para com a cara metade.

O namoro é, ele também, uma ferramenta de desenvolvimento intelectual e afectivo dos adolescentes, daí a importância de colocar na agenda educativa esta problemática. Não podemos aceitar que esta questão seja camuflada, desde o momento que vemos o aborto e a sexualidade como prioridades nos projecto educativos dos mais jovens. O respeito pelo outro, a tolerância, o relacionamento interpessoal e os valores assentes na defesa da humanidade devem ser apresentados aos adolescentes e jovens antes de qualquer um outro, pois só assim podem agir em conformidade com o modelo de vivência em sociedade.

Este é um dia que deve servir para esta consciencialização, mas como em outras datas importantes, não se trata nem do início nem do fim, pois o namoro é feito todos os dias, com uma aprendizagem mútua e de valorização do Homem e da Mulher. O espírito de S. Valentim não pode nem deve ser a materialização de um qualquer conceito comercial.
Como diria JIMMY P numa das suas músicas “Olha bem para o espelho e dá valor ao que vês, Porque no fundo o que mais importa é aquilo que tu és”.

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