A Educação Física: perguntas, respostas, reflexões e sugestões

Ensino

autor

Ricardo Lima

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Todos sabemos da importância da atividade física para o nosso bem-estar físico e psicológico. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a inatividade física é um dos principais dos fatores de risco da mortalidade global e a causa pelo aparecimento entre 21-25% de cancro no peito e no intestino, 27% de diabetes e 30% de doenças cardíacas.

Estes factos têm sido constantemente abordados na comunicação social, porém existem questões que devem ser respondidas, a saber:
a) Como passamos da teoria à prática?;
b) Porque será que, em estudo realizado sobre a atividade física em Portugal, os resultados demonstram que os portugueses estão pouco motivados para a realização de exercício físico, não têm interesse em realizar atividades, não têm gosto pela competição e nem tempo têm para cuidarem do seu corpo?

Isto leva-nos a pensar o que pode ser feito para que estes resultados venham a ser alterados. Pensando no futuro, o mais importante é educar as nossas crianças e jovens, fazendo com que elas aprendam a brincar sem as novas tecnologias e compreendam a importância da atividade física regular, criando nelas hábitos desportivos e hábitos de recreação.

É aqui que entra o papel da Educação Física que, para além da importância da aplicação do seu programa curricular, e de fazer com que todos os alunos se sintam motivados e capazes de cumprir as tarefas solicitadas, deve também promover a reflexão dos alunos sobre o valor da prática desportiva e da prática regular de exercício físico. É prioritário os alunos compreenderem a área do desporto e da atividade física como sendo fundamental, não apenas para a sua saúde, mas acima de tudo para a sua vida social e emocional.

Para que a Educação Física não seja vista como mais um momento de “recreio”, cabe ao Professor motivar os alunos e fazê-los entender que aquele momento é elementar para estimular e desenvolver as suas competências cognitivas, motoras e sociais.

A realidade mostra que apesar de os alunos classificarem a Educação Física como sendo das disciplinas preferidas, o tempo de prática semanal continua a ser muito reduzido. A título de curiosidade e que poderia ser pensado para se implementar na nossa sociedade, nos Estados Unidos da América e em Inglaterra (essencialmente), está em aplicação um programa chamado “Escola Compreensiva para a Atividade Física”.

Este modelo tenta responder às recomendações da OMS através dos seguintes objetivos:
a) promover oportunidades de atividade física antes e depois das aulas para que os alunos possam estar ativos 60 minutos diários;
b) inserir a comunidade nessas mesmas atividades;
c) promover e diversificar as atividades propostas para manter a comunidade motivada; e
d) maximizar o conhecimento e as competências desenvolvidas na Educação Física para que os alunos sejam mais autónomos e educados fisicamente.

Estes pequenos projetos podem trazer grandes benefícios sem qualquer tipo de custo financeiro. A comunidade escolar deve organizar-se e ser proactiva relativamente a esta temática. É fulcral adotar-se uma atitude para combater a obesidade e para educarmos as nossas crianças e jovens fisicamente. Esta seria mais uma forma de Portugal poder deixar de ser o país com mais de metade da população adulta (52,8%) a sofrer de pré-obesidade ou obesidade.
Pensarmos em conjunto, agirmos em conjunto e sabermos viver em comunidade são os passos mais importantes para todos caminharmos no mesmo sentido, o da Educação e do bem-estar.

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