Turismo, Floresta e Água

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Ana Cristina Costa

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Estamos no Ano Internacional do Turismo para o Desenvolvimento Sustentável e aproxima-se o Dia Mundial da Floresta e o da Água - dia 21 e 22 de março, respetivamente. Ora, não há dúvida que esses são dois grandes atrativos em termos de turismo e Portugal ainda tem locais muito aprazíveis desse ponto de vista, pelo que é essencial preservá-los e valorizá-los. Para isso é preciso ter presente algumas regras básicas.

A floresta portuguesa está muito fragmentada e muito descaracterizada, tal é o número de espécies exóticas que a invadiram! Assim, é essencial ir controlando as que têm comportamento invasor, tais como as diversas acácias (mimosa, austrália, etc.), bem como o espanta-lobos que recentemente sofreu um aumento considerável, nomeadamente junto ao Cávado, mas também a erva das pampas (basta passar nas variantes de acesso à cidade de Braga!), entre outras plantas. Assim, todo o cuidado é pouco quando se faz a limpeza de um jardim, pois não se devem colocar plantas exóticas “no monte” pois estas podem vir a tornar-se invasoras. Mesmo não tendo em conta os ecossistemas, o aspeto da floresta muda radicalmente, apresentando-se nesta altura do ano, repleta de flores amarelas, que nos transporta para a Austrália, tal é o número de mimosas em flor!

Os proprietários florestais deverão ter em conta a necessidade de limpeza perto das vias de acesso e das habitações, como medida preventiva contra fogos florestais, sendo estas limpezas feitas atempadamente, de forma a ser bem antes do período de estiagem.
Não se devem depositar os chamados “monstros” (resíduos de grande dimensão tais como colchões, grandes eletrodomésticos e móveis) na floresta, já que a contaminam e desfeiam, criando armadilhas aos bombeiros quando tentam apagar os fogos florestais. Não há qualquer justificação para essa prática uma vez que os municípios já vão fazendo essa recolha de forma gratuita. Basta telefonar!

Todos gostamos de encontrar locais limpos e bem mantidos quando pretendemos fazer um piquenique, pelo que os devemos conservar, levando os resíduos para casa se, no local, não encontrarmos balde para os depositar.

Poupar água é não desperdiçá-la em consumos inúteis a que muitos se foram habituando. Poupar, consumindo apenas a quantidade que realmente se necessita nas atividades diárias, é essencial, pelo que é necessário corrigir maus hábitos, mas também evitar contaminá-la. Um erro comum é deitar pela sanita abaixo resíduos que deveriam ser colocados no balde do lixo e que vão criar problemas sérios na rede de saneamento. Referimo-nos particularmente às toalhitas que são têxteis e, portanto, não se desfazem na água, como o papel higiénico, apesar de por vezes nas embalagens se encontrar sinalizado que se podem colocar na sanita! Mas pode-se apontar também os palitos, cotonetes, pontas de cigarro, preservativos e cabelos. O óleo alimentar, nunca é demais referir, deverá ser encaminhado para a produção de biodiesel, passando assim de um problema (se for lançado no saneamento) a um recurso.

Não se deverá lavar as viaturas na via pública pois os detergentes e os óleos escoarão para a sarjeta e desta para a linha de água mais próxima.
As pontas de cigarro nunca deverão ser lançadas ao chão pois mais tarde ou mais cedo vão parar às linhas de água e destas ao mar, uma vez que demoram, em média 5 anos, a degradar-se. Outra questão são as fezes dos canídeos, que as pessoas passeiam pela cidade. Se depositadas em áreas verdes, quando os jardineiros vão tratar do espaço, nomeadamente cortar a relva, as fezes são muitas vezes projetadas pelos equipamentos.

Assim, estas devem ser apanhadas pelo detentor do animal, para bem da saúde pública e também dos próprios animais que frequentam o espaço. Além disso, se não forem recolhidas, com a chuva são arrastadas para as sarjetas, indo parar à linha de água, que é exatamente o que acontece quando os proprietários têm os canídeos nos pátios ou varandas, pois escoam pelos tubos de drenagem da chuva.
Junte-se a nós e venha no dia 8 de abril, de tarde, controlar as mimosas no Bom Jesus e Sameiro!

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