Novas ideias. Nova ambição

Ideias Políticas

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Pedro Sousa

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Estamos a pouco mais de três meses das próximas eleições autárquicas e são já conhecidas as quatro candidaturas e candidatos que concorrerão à liderança da Câmara Municipal de Braga.
Ricardo Rio, actual Presidente da CMBraga e recandidato pela Coligação Juntos por Braga, Miguel Corais, candidato pelo Partido Socialista, Carlos Almeida, pela CDU e Paula Nogueira, pelo Bloco de Esquerda. Referir que ainda é possível, tendo em conta que o prazo para apresentação de candidaturas ainda decorre, que outras candidaturas possam aparecer.
Sem desprimor de nenhum tipo para com as candidaturas da CDU e do BE, que podem e, estou certo, cumprirão (como, aliás, têm feito) um papel importante tanto no escrutínio da acção municipal (tanto na Câmara, como na Assembleia Municipal), como ao nível do debate da construção da cidade e do nosso futuro colectivo enquanto Concelho, será entre o PS e a Coligação Juntos por Braga que se disputará a vitória eleitoral a 1 de Outubro próximo.

É, pois, por isso que dedicarei as próximas linhas a analisar a desilusão que foi o mandato de Ricardo Rio e a explicar os motivos pelos quais apenas a candidatura do PS pode devolver a Braga um projecto político marcado por um forte sentido humanista, projectando, novamente, uma marca de progresso e desenvolvimento que os executivos municipais do PS sempre imprimiram na governação municipal, que com Ricardo Rio e seus pares deixou, pura e simplesmente, de existir.
Ricardo Rio não rima com desilusão, mas rima a sua governação. O Eco-Parque Monumental das Sete Fontes, projecto que defendeu durante mais de uma década como uma prioridade foi esquecido no fundo de uma gaveta; a questão dos parquímetros no Centro Histórico que, na oposição, disse que resolveria de uma penada caso fosse eleito, continua tal e qual como estava em 2013; ainda na oposição, votou favoravelmente a aquisição e requalificação do edifício da Fábrica Confiança que dizia ser um edifício de enorme importância na preservação do património industrial e da memória colectiva do nosso Concelho, dizendo, hoje, que pondera a venda do imóvel em causa; na área da atracção de investimento, outra das suas bandeiras, são muitas mais as parangonas, os títulos de jornal, os números publicitários do que resultados efectivos, não havendo números substanciais de criação de emprego que sustentem todo o discurso de novo paradigma repetido até à exaustão. Sobram festas, festinhas e eventos, organizados, demasiadas vezes, contra muitos daqueles que todos os dias vivem, criam riqueza e pagam os seus impostos municipais no Concelho. Sobram jardins descuidados, iluminação pública deficiente em muitas zonas do Concelho, a viação rural em estado lastimável...
Em relação à política urbanística, a área mais criticada por Ricardo Rio no passado, o seu ainda curto legado é terrível, marcado por inúmeras trapalhadas, por decisões duvidosas, num registo opaco, obscuro e sombrio, nada compaginável com o discurso fresco, arejado e regenerador que, enquanto líder da oposição, repetiu insistentemente e durante vários anos.
Ao nível da tramitação administrativa, os casos da Quinta das Portas, em Maximinos, do Leroy Merlin, em Lamaçães e do Continente, na Rua 25 de Abril, ficaram marcados por inúmeras e insanáveis confusões, por pareceres técnicos desautorizados por decisões políticas, por decisões nada amigas da transparência, numa lógica trapalhona, confusa e nebulosa que em nada abonou a favor da credibilidade do Executivo Municipal e das obrigações de serviço público a que este está, por lei, obrigado a perseguir.

Ter permitido a instalação de um “pavilhão de lata” na Rua 25 de Abril, em pleno coração da cidade e conceder na destruição de um espaço histórico como o Teatro São Geraldo, ao mesmo tempo que, pasmem-se, o Sr. Presidente da Câmara de Braga fala da ambição de ser Capital Europeia da Cultura, diz muito das vistas curtas, pobres e desajustadas que o actual executivo tem para o Concelho e para o seu futuro.

O PS, por sua vez, apresenta-se a estas eleições com orgulho na cidade e no concelho que, ao longo de 37 anos, ajudou a construir. Ciente e consciente de que não fez tudo bem, que cometeu erros mas que o balanço do que fez é extremamente positivo, sendo os índices de desenvolvimento humano, social e económico (actualmente todos em queda) que guindaram Braga a terceira cidade do País a maior prova do progresso e do desenvolvimento que Braga conheceu com o Partido Socialista.

É com esta consciência, de quem deu muito e fez muito, mas, também, com a humildade e o reconhecimento de quem sabe que cometeu erros que o PS se apresentará a votos. Com novas ideias, com uma nova ambição, com novas propostas e protagonistas. Fresco, orgulhoso do seu passado mas livre de amarras, com vontade de servir e de contribuir para um projecto de cidade que coloque, à séria, o emprego, a educação, a mobilidade, o ambiente, a cultura e as políticas sociais como o coração da governação municipal.

Um projecto de base humanista, coerente, íntegro, corajoso e transparente. Um projecto com uma forte e inabalável matriz de serviço público, um projecto liderado pelo Miguel Corais. Um quadro altamente qualificado, alguém capaz de mobilizar as energias de todos quantos estão descontentes com a política e de oferecer um futuro melhor a Braga e aos Bracarenses.

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