A ‘Esperança’ na Abertura do Ano Escutista

Escreve quem sabe

autor

Carlos Alberto Pereira

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O Ano Escutista, no Corpo Nacional de Escutas, assemelha-se ao ano escolar, tendo um especial aproveitamento do tempo de férias de crianças, pré-adolescentes, adolescentes e jovens, para uma vivência mais intensa nas suas atividades.
Assim, na região de Braga, organiza-se, anualmente, uma grande atividade, realizada por agrupamento, este engloba as quatro Secções (Alcateia, Expedição; Comunidade e Clã).
Para esta atividade, que este ano coincide com a tomada de posse da Junta Regional, eleita no passado dia 24 deste mês, para o triénio de 2017/2020, todos os escuteiros de Braga serão desafiados a viver uma aventura em Fafe, no domingo, dia 8 de outubro.

É claro que não estará presente a totalidade do efetivo de Braga, onde há 13.794 escuteiros, integrando 240 Agrupamentos, mas, se a tradição se mantiver, reunir-se-ão mais de 8 mil escuteiros, aproximadamente 60% do efetivo regional.
O que leva uma massa, tão grande, de gente a uma atividade regional? - perguntar-nos-emos.
Antes de mais, a ato simbólico de fazer celebrar o início do ano escutista sob o signo da amizade o Escuta é amigo de todos e irmão de todos os Escutas - assim diz a Lei do Escuteiro. É o sentir da fraternidade escutista, que o fundador designou como uma marca indelével, não só do escutismo nacional (de qualquer país) mas também do escutismo mundial.

É também sentir o pulso mobilizador do tema da pastoral da diocese de Braga Despertar a Esperança que se articula com o do CNE Viver com Maria e que nos desafiam a sentir a família e, nela e com ela, a abrir o nosso coração aos outros e à natureza deixando que a Esperança desperte e a todos envolva.
Não nos referimos à esperança comezinha do ter ou do possuir, mas sim à virtude teologal que aprendemos, quando crianças, na catequese e que procuramos apreender à medida que nos desenvolvemos.

É a Esperança, consagrada no nosso ditado popular: a esperança é a última coisa a morrer, mas também saber que as maiores esperanças nascem nos contextos mais sombrios. Diz Paulo que é precisamente a tribulação que forja a esperança: «A tribulação produz a paciência; a paciência, a firmeza; e a firmeza, a esperança» (Rm 5, 3-4). Isto pode acontecer na medida em que a esperança é animada pela audácia (presente), enraizada na história (passado) e marcada pela perseverança (futuro).1

Por isso, quando nos dias de hoje, vemos a violência e a desumanidade galopante, não podemos deixar que esta ambiente cruel nos roube a Esperança, tal como Abraão que contra toda a esperança acreditou que havia de tornar-se pai de muitas nações, como tinha sido anunciado: ‘Assim será a tua descendência’. Sem vacilar na fé [...]. Perante a promessa de Deus, não se deixou abalar pela desconfiança, antes se fortaleceu na fé, dando glória a Deus, plenamente convencido de que Deus era capaz de cumprir o que tinha prometido» (Romanos 4, 18-21)2.

Esta é a Esperança que, na Abertura do Ano Escutista da Região de Braga, cada um dos participantes através da vivência do jogo escutista para descobrir a cidade, as suas gentes e os seus costumes, tal como a participação nas oficinas temáticas disponíveis e pela participação na oração dominical todos e cada um dos participantes terá a oportunidade de plantar no seu coração, uma pequena semente de Esperança, da qual será o cuidador.

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