30 anos do Programa da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas

Voz às Bibliotecas

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Aida Alves

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Por altura da passagem dos 30 anos da criação do Programa da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas e os 25 anos da realização do 1º Encontro da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas em Esposende, a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, em colaboração com a Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas (BAD), assinalam ambas as datas, fazendo regressar a Esposende a realização do 14º Encontro da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas.
Sob o lema “Num mar de oportunidades: bibliotecas em redes”, pretende-se neste encontro refletir sobre o panorama atual das bibliotecas públicas e sobre os sucessos alcançados e dificuldades enfrentadas, mas também sobre os desafios quanto ao futuro, as conquistas obtidas ao longo das últimas três décadas e sobre tudo quanto ainda falta concretizar. Numa conjuntura em que a criação de redes surge como uma oportunidade de desenvolvimento e de gestão eficaz dos recursos cada vez mais escassos, as bibliotecas encontram-se num momento crucial para estabelecer pontes a nível local e regional.
Por forma a dar continuidade ao desenvolvimento do Programa da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, este 14º Encontro aposta num modelo inovador e participativo, onde diversos temas e experiências se cruzam para apontar caminhos e definir estratégias no contexto europeu, aproveitando as dinâmicas que o digital trouxe para o campo da ciência e da cultura, refletindo sobre os permanentes desafios tecnológicos, as rápidas mutações sociais e a alteração dos hábitos de acesso à informação. Através da apresentação de conferências de enquadramento e da realização de Grupos de Reflexão em sessões paralelas, os participantes no Encontro serão envolvidos na reflexão em torno de temas fundamentais para as bibliotecas públicas de hoje. (fonte: http://dglab.gov.pt/14o-encontro-da-rede-nacional-de-bibliotecas-publicas/ )
Atualmente, os desafios das bibliotecas são amplos e diversificados e não se resumem a conjuntos de documentos ordenados, mas a verdadeiros serviços culturais e democráticos, direcionados aos interesses e necessidades dos seus públicos. Constituem-se centros locais de cultura e educação de grande vitalidade, agentes de atividades diversificadas ao serviço da população. Devem estar recetivas a todos os cidadãos, a todos os grupos sociais e a todas as faixas etárias, sem distinção. Os indivíduos com necessidades especiais, portadores de deficiência visual e de deficiência auditiva, pessoas impossibilitadas, por qualquer motivo, de se deslocarem às bibliotecas, hospitalizados e reclusos, bem como indivíduos oriundos de outras culturas, devem também gozar do pleno direito de serem frequentadores das bibliotecas e utilizarem serviços adaptados às suas condições especiais, quando necessário. As bibliotecas devem desenvolver através dos seus serviços educativos e de extensão cultural um conjunto de programas de larga visão que passam pela promoção da leitura e da escrita, pela apresentação de livros, desenvolvimento de diferentes literacias, atividades de caráter lúdico e pedagógico, para além de outras ofertas culturais e educativas regulares. Os profissionais da informação através destes serviços funcionam como mediadores culturais entre a biblioteca e o público e também como o garante de comunicação entre a biblioteca e o exterior, encarregando-se de promover e programar uma série de valências formativas e educacionais.
Nas bibliotecas públicas deverá encontrar todas as condições para aprender presencialmente e em rede, de forma autónoma e em grupo, recorrendo a livros e a tecnologia. Ao visitar qualquer uma das bibliotecas, deverá poder usufruir de amplas salas de leitura para estudo e consulta de livros e revistas; empréstimo de publicações; impressões, fotocópias e digitalização; computadores para processamento de texto e acesso gratuito à Internet; salas para trabalhos e gabinetes individuais; pesquisa no catálogo bibliográfico em linha, espaços de autoaprendizagem.
As bibliotecas têm caminhado ao longo dos últimos trinta anos a prestar serviço de interesse público. Nos últimos anos, tem sido intensificada a criação e constituição de redes locais, concelhias, interconcelhias, regionais, para que as sinergias sejam efetivamente criadas e potencializadas junto da comunidade. Pretende-se um agora consciente e responsável, para fortalecer o futuro: criar cada vez mais pontos de interseção e interação entre profissionais de informação de bibliotecas (associando sempre que possível arquivos, museus, escolas, universidades e municípios, com demais parceiros de responsabilidade social), facilitando a valorização individual e coletiva das bibliotecas, potencializando a partilha de recursos, gerando mais participação, acesso à informação e ao conhecimento.

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