Precisa-se voluntário

Escreve quem sabe

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Margarida Pereira

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Caro leitor, Pedimos desde já desculpa pela ousadia, mas a pergunta impõe-se, É VOLUNTÁRIO?
Não precisamos saber a instituição ou a associação à qual dedica uma parte do seu tempo com alguma regularidade, perguntamos apenas se é voluntário?
Infelizmente, uma esmagadora parte de pessoas dirá que não, pois, segundo alguns estudos, nós somos dos países da europa que menos fazemos voluntariado. Parece-nos no mínimo irónico, que nós portugueses, que somos conhecidos pela nossa união sempre que a causa é nobre, sejamos dos países com uma taxa de voluntários muito inferior à média europeia.

Então, por esse motivo, entendemos que estamos culturalmente ensinados a ser solidários apenas em certos momentos, como por exemplo no natal que se aproxima. Dentro de alguns dias irão, certamente, começar as campanhas solidárias na porta dos supermercados, quer a pedir bens alimentares, quer brinquedos, para que todos possam celebrar o natal em condições adequadas. Outra situação é a dos bombeiros. Temos, neste momento, quarteis sem mais capacidade de armazenamento, devido à ajuda de todos depois das últimas catástrofes nacionais.

No entanto, em ambos os casos, falamos de uma ajuda sazonal e demasiado centralizada. Ainda bem que esta ajuda acontece, não nos interprete mal, mas será que as famílias só precisam de ajudas alimentares no natal, e as crianças também só são merecedoras de presentes no natal? Será que é só depois de uma grande catástrofe que os nossos bombeiros precisam de bens?
As respostas são óbvias e prova disso é a atual campanha dos Bombeiros Voluntários de Braga “Ajude-nos a Ajudar” onde pretendem aumentar o número de associados e por consequência o número de ajudas financeiras. >
É precisamente, por ser um trabalho contínuo, que as organizações precisam de voluntários. Desengane-se quem julga que ser voluntário, poderá gerar a diminuição de postos de trabalho ou até que este seja um gerador de trabalho gratuito, pois não é nisso que assentam os valores do trabalho voluntário. Falamos de trabalhos em organizações sem fins lucrativos, trabalhos em prol da uma sociedade melhor, sempre com um bem comum. Para que esses projetos tenham vida, e acima de tudo continuidade, é sempre necessário ajudar, mais um voluntário nunca é demais, acaba sempre por fazer a diferença.

Essa diferença acontece não só na vida da organização, mas também na vida do voluntário, que se vai sentir útil para a sociedade. Ao longo do tempo verá que realmente faz a diferença e que isso também o muda e molda enquanto ser humano, ajuda-o a relativizar problemas, a desenvolver competências num ambiente não formal, mas acima de tudo coloca-o num desafio de superação constante, pois quanto mais longe vai, mais longe ambiciona chegar.

Não faltam áreas em que haja oportunidade de ser voluntário, que vão muito além do voluntariado social, temas como a cultura, a natureza, a saúde, o património e muitos outros, são alvo de associações como, por exemplo, a JovemCoop, o ReFood ou a Cruz Vermelha que fazem, durante o ano, um constante apelo por voluntários. Assim, desafiamo-lo a si, caro leitor, a sair da sua zona de conforto e a celebrar connosco o dia cinco de dezembro, dia a voluntário, e nada melhor do que celebrar este dia juntando-se a um novo projeto. Depois irá ler este texto com outros olhos, os olhos de quem sabe o que é dar uma parte de si, sem esperar nada em troca, apenas ajudar a dar mais um passo para mudar o mundo.

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