Fogo que arde pra se ver

Ideias

À hora a que escrevo este texto o número de mortos sobe à laia de licitação leiloeira. Esta voragem numérica, quase despersonalizante, das vítimas de nova tragédia ligada à floresta está próxima do insulto à sua memória. O essencial e o acessório ligam-se e torna-se quase imperscrutável o caminho que dissocia a boa da má informação. Independentemente deste facto irrelevante, o certo é que novamente há a lamentar mais vítimas mortais, feridos e danos materiais (sem esquecer o dano ambiental causado) pelo inimigo público n.º 1 de Portugal. E, em Braga, no fim-de-semana passado, vimos como isto é verdade da forma mais dramática e assustadora. O fogo e os incêndios parecem querer juntar-se à fatídica lista de Benjamin Franklin e acompanhar os impostos e a morte para onde quer que os portugueses se virem. Ano após ano, o flagelo renova a sua força e reinventa-se no tempo, no espaço, no modo e na violência com que ataca pessoas e bens. Perante isto, o Estado tem falhado de forma...

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