Correio do Minho

Braga, quarta-feira

25 Novembro sempre!

Uma carruagem de aprendizagens

Ideias Políticas

2018-11-27 às 06h00

Francisco Mota

43 anos depois o 25 de Novembro deve reescrever o seu propósito. A liberdade não é património de uns em detrimento de outros, muito menos uma guerrilha ideológica entre a esquerda e a direita. O desígnio da liberdade impera na tolerância, no respeito e nas opções de escolha de cada um. Quiseram limitar o país à doutrina da imposição e apenas a coragem e a valentia militar souberam elevar o compromisso com Portugal e a liberdade.

O pós 25 de Abril foi catastrófico, viveu-se um clima de perseguição à iniciativa privada e uma vontade clara de impor uma ditadura liderada pelo Partido Comunista Português.

Uma visão social do estado enviesava o futuro do país querendo com o PREC, determinar um modelo intervencionista e totalitarista sob a liderança da extrema esquerda em Portugal. Álvaro Cunhal quis ditar um regime que não o democrático e desde logo colocou a máquina internacional do partido comunista ao serviço do movimento que procurava dizimar a direita, tomar de assalto as empresas e nacionalizar tudo o quanto fosse possível. Rapidamente se iniciaram as perseguições à Igreja e a ocupação dos órgãos de comunicação social, como foi o caso da Rádio Renascença, por parte das forças extremistas.

Num clima de guerra civil, na manhã de 25 de Novembro, assistiu-se à tentativa de golpe de estado. Militares afectos à estrema esquerda, como os para-quedistas e outras unidades do COPCON, invadiram e tomaram conta das bases aéreas em volta de Lisboa, do depósito geral do material de guerra de Beirolas, do aeroporto e da RTP.

A valentia e a coragem da única unidade militar moderada organizada em lisboa, os comandos portugueses, contra-atacaram. Resultado, 3 mortos e 51 militares presos. Os comandos venceram e o COPCON foi dissolvido.

Assim se fundou uma democracia pluralista, política e economicamente baseada numa economia de mercado. Hoje, mais do que nunca, as novas gerações têm que se inspirar nos valores que moveram o 25 de Novembro. Se em abril conquistamos a liberdade em novembro conquistamos a democracia.

A história deve ser revista como aprendizagem e os actos de hoje devem ser olhados com o propósito do futuro. Não nos iludamos nem nos deixemos levar por um voluntarismo de propaganda de liberdade. Para eles a Liberdade é única; é a verdade sega de um comunismo que apenas é exequível naqueles que não sofrem nas suas mãos.

Não fosse o 25 de novembro e não nos tínhamos livrado de uma ditadura comunista.

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