Correio do Minho

Braga, segunda-feira

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A influência da televisão nas crianças

Regionalização e representação territorial

Escreve quem sabe

2011-10-23 às 06h00

Joana Silva Joana Silva

Depois de um dia de aulas intenso, regressar a casa com os pais é um dos momentos mais agradáveis para as crianças. Por conseguinte, já em casa, uma das acções mais realizadas, senão a primeira, é a de procurar o comando da televisão e liga-la, seja por um adulto ou pela criança. Quando as crianças o fazem, tem imediatamente naquela hora a possibilidade de escolherem o programa a que querem assistir, todavia, nem sempre os escolhidos são os mais adequados para a sua idade. Parte-se do pressuposto de que deve haver uma supervisão dos programas a que assiste por parte dos adultos, nomeadamente os pais, mas o que é certo é que nem sempre o faz, talvez por que se considere que “uma vez, não são vezes” e como tal não há mal nenhum, e também os afazeres e responsabilidades domesticas e profissionais desfocam o adulto desta situação. Mas a, “ a culpa não morre solteira”, pois estão presentes outros factores que influenciam o consumo, muito para além dos ritmos de vida da sociedade em que vivemos, onde não há tempo para fazer tudo ao mesmo tempo , são as estações do ano pois o mau tempo, pode complicar as saídas de casa, embora este último factor seja menos explicito. Actualmente verifica-se que as crianças desde muito novas tem contacto com a televisão e conforme vão crescendo esse hábito aumenta. Investigadores afirmam que as crianças mais novas, mais concretamente até aos 7 anos de idade, preferem programas produzidos para a infância, em contrapartida, crianças com idades compreendidas entre os 9 e os 12 anos de idade optam por programas mais para adultos, sendo consideradas as diferenças entre os dias úteis e os fins-de-semana. Os adultos usufruem de diversas formas da televisão e as crianças não são também excepção.
De forma a clarificar o anteriormente referido, pode-se dizer que algumas crianças procuram na televisão programas que lhes proporcione gosto e prazer porque estes posteriormente irão fundamentar conversas com os colegas da escola, é o caso das series juvenis. Não só mas também, há aquelas que optam pela televisão companhia ou ambiente, isto é, embora a televisão esteja ligada, a criança nem sempre lhe presta atenção, sendo o seu uso conciliável com outras actividades com por exemplo, quando realiza os trabalhos de casa. Por último as crianças podem dirigir a sua atenção para a televisão na ausência de outra actividade de maior interesse. Se por um lado a televisão é uma companhia para os mais pequenos há ,no entanto, consequências não tão positivas pois, as crianças ao não terem controlo no que vêem nomeadamente nos programas violentos, estes naturalmente podem influenciar posturas, valores e condutas futuras também eles tumultuosos tanto na escola com os colegas como em casa com os pais ou irmãos. Não obstante, ao misturar-se realidade com ficção , assim como, verdade e mentira pode por um lado, produzir insensibilização ao mundo real, ou seja, banalizar acontecimentos ou por outro lado, podem considerar que o mundo real é tão perigoso como na televisão e assim desenvolverem medos. Em contexto escolar quando para assistirem televisão, as crianças prescindem de estudar, de dormir ou de praticar outra actividade pode ter repercussões no desempenho e na concentração nas tarefas solicitadas pois podem se encontrar mais passivas ou muito activas.
A televisão tem como principal objectivo para além de entreter, informar a família sobre o que se passa no mundo, mas é importante explicar às crianças que existem programas que não são adequados para as mesmas e devem moderar e conciliar o uso da televisão com o exercício de outras actividades no exterior.

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