Correio do Minho

Braga,

A Santa Casa da Misericórdia de Paris

Serviços de pagamento: mudaram as regras

Ideias

2018-06-12 às 06h00

Daniel Bastos

A Santa Casa da Misericórdia de Paris (SCMP), instituída a 13 de junho de 1994 na esteira das Misericórdias Portuguesas, instituições de assistência social que ao longo dos tempos se têm assumido como pilares imorredouros do altruísmo nacional, desempenha um papel fundamental na dinamização da solidariedade no seio da comunidade portuguesa em França.
Desde a sua fundação, a Misericórdia de Paris mantém uma matriz de intervenção que não substitui nem entra em concorrência com os serviços existentes, tanto franceses como portugueses, antes pelo contrário, procura complementar e colaborar com os mesmos, atuando quando não há resposta aos problemas específicos da comunidade portuguesa ou quando as respostas não são satisfatórias ou são incompletas.

Nesse sentido, a sua missão e valores visam no quadro geral da assistência à comunidade portuguesa em terras gaulesas, através da realização campanhas e ações de solidariedade social, apoiar as pessoas idosas, os jovens sem formação com dificuldades de inserção, os indigentes, os desempregados de longa duração, os inválidos, os que padecem de abandono e solidão, os detidos e os que carecem de necessidade material, moral ou afetiva.
Uma missão e valores que assumem uma premência vital, tanto que a França continua a ser o país com mais emigrantes portugueses, mais de um milhão, e contrariamente à uma certa ideia preconcebida que associa os emigrantes portugueses a percursos de vida coroados de sucesso, vários são os que vivem com dificuldade, confrontados com situações de precariedade, de doença, de desemprego, de abandono ou de solidão.

Parte desta realidade social, encontra-se analisada no estudo realizado em 2008 pelo sociólogo e antigo provedor da SCMP, Aníbal de Almeida, intitulado Os portugueses em França na hora da Reforma. Ao longo da sua investigação, o sociólogo sustenta que um terço dos reformados portugueses residentes no território gaulês recebe abaixo do limiar da pobreza, e que são muitos os que sofrem de envelhecimento precoce em consequência da dureza da vida e dos empregos exercidos, penosos para muitos, expostos às intempéries ou a produtos nocivos, com muitas horas diárias trabalhadas, incluindo, muitas vezes, os sábados e os domingos, sendo frequente a ocorrência de acidentes de trabalho, de doenças profissionais e de invalidez.

Deixa o teu comentário

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.