Correio do Minho

Braga, sexta-feira

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Acidentes na infância

Muro de Gelo

Escreve quem sabe

2011-10-09 às 06h00

Joana Silva Joana Silva

Os avanços da medicina permitiram a diminuição da mortalidade infantil. Se há 40 anos atrás, por exemplo, o sarampo constituía uma séria ameaça para a saúde, hoje é uma doença de fácil tratamento. Vivemos na era industrializada e como tal os mais pequenos deparam-se com acidentes que põem a sua segurança em perigo. A infância é um período de descoberta, e sendo a criança por natureza muito curiosa não tem, por vezes, consciência do perigo em determinadas situações. Torna-se, por vezes, difícil para os cuidadores protegê-las desses riscos. Isto porque, por exemplo, em contexto escolar o educador, professor ou assistente operacional tem a seu cuidado mais do que uma criança dificultando a vigilância de todos. Já em contexto familiar, os pais, avós ou irmãos mais velhos tendem a superprotege-las dos perigos, no entanto, não estão livres da ocorrência de um acidente, pois basta apenas um segundo que seja de “desatenção”. Apesar de alguns cortes, nódoas negras e arranhões serem “curados” com “um beijinho” e depressa esquecidos, outros ferimentos podem resultar em lesões permanentes ou até mesmo na morte. A expressão de que “o perigo está em toda a parte, ao virar de cada esquina” tão conhecida de todos nós, está bem presente no nosso dia-a-dia quando observamos algumas crianças, que sem saberem como o fazerem, atravessam ruas movimentadas. Outras crianças que deveriam ir no banco detrás da viatura, num assento específico para a idade, vemo-las à frente ao lado do condutor, o que em caso de acidente nomeadamente numa colisão frontal pode ocasionar na sua morte. Diversas investigações indicam que uma grande parte das lesões ou mortes em idade pré-escolar acontece em casa, grande parte causadas pelo fogo (queimaduras), afogamento, asfixia, intoxicação ou queda. Todos os anos recebem tratamento hospital crianças por exposição não intencional a medicamentos de venda livre que se encontram em casa ao alcance destas. Não só mas também, os detergentes domésticos que devido à cor dos mesmos ao serem confundidos com sumos são ingeridos resultando na sua intoxicação. Assim é importante manter estes produtos e medicamentos fora do alcance e da “vista” das mesmas. Não obstante, as crianças adoram andar de bicicleta, skate ou patins e de modo a atenuar quedas mais fortes estas devem protegidas com capacetes e almofadas protectoras nos joelhos, cotovelos e nos pulsos. Em alguns casos, os pais consideram a compra destes equipamentos um gasto supérfluo, mas importa referir por exemplo que, os capacetes, segundo investigações, reduzem o risco de lesões, na cabeça em 85% e cerebrais 88%. Com o calor surge também a vontade de nadar, seja na piscina, lavadouros públicos, rios etc., e que sem vigilância por parte do adulto pode resultar no afogamento nomeadamente em crianças com menos de 5 anos de idade. Deste modo é importante que o adulto esteja sempre em vigilância permanente. Todos nós gostávamos de guloseimas, mesmo que seja um rebuçado mais duro, mas um simples rebuçado ou um pedaço de alimento maior pode contribuir para o asfixiamento de uma criança. Como tal, esta não deve comer deitada, nem muito menos enquanto salta ou corre. Como “mais vale prevenir do que remediar”, é essencial que os pais, cuidadores entre outros, tenham sempre em atenção os cuidados necessários para assegurar a segurança da criança.

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