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Ano Internacional da Floresta

Faça frente à Diabetes

Escreve quem sabe

2011-05-06 às 06h00

Ana Cristina Costa Ana Cristina Costa

“Só preservamos o que amamos.
Só amamos o que percebemos.
Só percebemos o que conhecemos.”
Baba Dioum

Pelo exposto é então necessário conhecer a floresta, para assim a perceber, amar e, deste modo, preservar! E nenhuma outra altura é tão boa como a presente, visto que estamos no Ano Internacional da Floresta!

A floresta é um espaço natural composto por um conjunto de seres vivos dinâmicos que interagem entre si estabelecendo complexas relações. Vulgarmente considerada apenas como um conjunto de árvores, a floresta forma um ecossistema com grande diversidade e riqueza, mas que apresenta alguma fragilidade face, sobretudo, à acção humana.

Os ecossistemas florestais apresentam funções ambientais de fundamental importância, nomeadamente na protecção do solo contra a erosão, na beleza paisagística, na regularização do regime hídrico, na fixação de carbono da atmosfera, na produção de oxigénio essencial à vida e no suporte de uma elevada biodiversidade, para além de nos facultar inúmeros bens tais como madeiras (seja para pasta de papel, biomassa, construção de edifícios e muitos mais objectos), cortiça, plantas aromáticas e medicinais (tão úteis no controlo de doenças), criação de animais em regime extensivo (ovelhas, cabras, bem como porcos e vacas), assim como produtos alimentares tais como cogumelos, amoras, medronhos, mel e todos os derivados da apicultura, etc. A floresta proporciona também espaço de lazer e repouso para todos, servindo frequentemente para o reencontro do Homem com a Natureza.

A floresta de Portugal Continental tem sofrido grandes revezes ao longo dos séculos e, a partir dos anos 70 do século passado, fizeram-se sentir as consequências do êxodo rural e emigração que desertificaram parte do interior do país, conduzindo ao progressivo abandono das actividades no espaço rural e ao absentismo dos proprietários florestais que deixaram de gerir as suas matas, contribuindo para o aumento do risco de incêndio. Nessa época, a expansão das monoculturas de eucalipto marcaram a alteração da floresta portuguesa. Daí para cá há também a referir a expansão das plantas invasoras tais como a mimosa, acácia-de-espigas, austrália, háquia, espanta-lobos, e tantas outras!

Entre as situações de risco de incêndio mais frequente podem apontar-se a falta de cumprimento de regras de ordenamento do território e protecção civil, o uso de fogo para a realização de queimadas, fogueiras e queima de sobrantes, foguetes e fogo de artifício, fumar e abandonar resíduos na floresta.

Se é proprietário florestal ocupe à sua área florestal com espécies autóctones (carvalhos, azevinhos, medronheiros, etc.) pois estão mais adaptados às condições do meio e portanto são menos sujeitos a risco de incêndio. Mantenha a floresta limpa, incluindo caminhos e corta-fogos.
Se vai passear na floresta certifique-se que não abandona na mata nenhum tipo de lixo, bem como pontas de cigarro, facilite a acção dos bombeiros retirando a sua viatura dos caminhos de acesso aos locais de incêndio e informando-os, através do 112, de qualquer incêndio que localize.

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