Correio do Minho

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Artigo 157.º - Preservação do solo

A avestruz risonha que tocava Strauss

Escreve quem sabe

2017-10-07 às 06h00

Ana Cristina Costa Ana Cristina Costa

É frequente referir-se a necessidade de preservação da água e da floresta mas… e o solo? A FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação), preocupada com essa temática, quer incentivar os países a prestarem mais atenção ao assunto, pelo que lançou um plano de cooperação mundial para a preservação dos solos, salientando que: “o solo é um componente essencial dos sistemas de produção e dos ecossistemas terrestres. No entanto, é também um recurso frágil e não renovável”.

O planeta Terra tem perdido muita da sua terra! Anualmente, as erosões provocadas pela água e pelo vento, além das práticas agrícolas, são responsáveis pela perda de cerca de 75 bilhões de toneladas de solo no mundo. Este importante recurso natural só é protegido por lei em alguns países, como a Alemanha e a Suíça, dado que os acordos internacionais sobre o tema ainda não conseguiram ser assinados.

A erosão é um problema cada vez mais presente no mundo de hoje, em que as mudanças climáticas aceleram num ritmo alarmante a perda e o esgotamento do solo. É então possível perceber que, se nada for feito para garantir a preservação do solo, todo o globo sofrerá as consequências, dado que:

- Mesmo considerado um recurso natural limitado, o solo é fonte de nutrientes para diversas plantas espontâneas e múltiplas culturas, armazena água, mantém o ecossistema, disponibiliza minérios, areias, argilas e cascalhos.
- Oferece moradia e trabalho para todos e ainda arquiva boa parte da história da humanidade, pois nas suas terras estão enterrados factos arqueológicos importantes.
- A não preservação do recurso pode resultar no aumento da pobreza, fome, conflitos e migrações em massa.
- Com o crescimento acelerado, solos de boa qualidade serão cada vez mais necessários para garantir alimentos, fibras e combustível para a população humana.
Mas cada um de nós pode (e deve!) ajudar a conservar o solo onde vive!

1 - Evitar a erosão do solo - O processo de desgaste e corrosão do solo, denominado erosão, bem como os seus impactos são prejudiciais para a produção agrícola, condução das águas e saúde do solo. As principais estratégias utilizadas para se evitar ou minimizar os efeitos da erosão são:
•cobertura do solo com plantas e/ou mulching;
•Construção de paredes de contenção, formando terraços em função da topografia;
•Organização de sistemas de drenagem da água para evitar a compactação do solo;
•Diminuir do uso do arado ou uso mais superficial;
•Plantar arbustos e árvores com grandes extensões de raízes;
•Estabelecer sistema de rotação de pastagens;
•Criar barreiras densas para cortar o efeito dos ventos sobre solos nus.

2 - Planear o escoamento da água - Quando bem planeado, o processo de escoamento de águas pode ocorrer de maneira mais eficiente, beneficiando os seres humanos e a natureza. Assim que a água das chuvas atinge o solo, parte é infiltrada e o que sobra escoa pela superfície, podendo causar inundações. Muitas cidades já aprenderam que é possível reter parte da água das chuvas de forma temporária ou permanente, são os chamados “telhados verdes” e pequenas represas.

3 - Captar a água da chuva - Além de diminuir a conta de água e minimizar os riscos de enchentes, a captação pluvial é uma das dicas fundamentais de como preservar o solo. A água, que é captada por cisternas, deixa de ser despejada nos rios, diminuindo, assim, a possibilidade de inundações, alagamentos e de erosões causadas pelo seu excesso. A utilização de cisternas é uma forma muito eficaz de captação pluvial.
O seu funcionamento é relativamente simples e a vantagem das cisternas que ficam sob o solo é a não ocorrência de luz solar sobre a água:
•Captação da chuva utilizando-se as calhas dos telhados;
•Filtragem de impurezas;
•Direcionamento para um reservatório, que pode ficar no nível do solo ou enterrado.

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