Correio do Minho

Braga, terça-feira

As Bibliotecas e as Escolas

“Novo tabaco” mata 600 mil crianças por ano

Voz às Bibliotecas

2018-09-20 às 06h00

Rui A. Faria Viana

"Fomentar a leitura em qualquer idade sempre é sinónimo de enriquecimento, mas incentivar esse hábito entre os mais jovens da sociedade é uma garantia total de um futuro melhor."
(Mia Couto)


Com o início do ano lectivo, e tendo consciência que “uma criança que lê será um adulto que pensa”, trazemos a esta crónica como tema central a implementação da Rede de Bibliotecas Escolares que vem acontecendo com bastante sucesso em Portugal a partir de um programa lançado pelo Ministério da Educação em 1996. Coordenado pelo Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares, a sua acção situa-se ao nível do desenvolvimento e da implantação de bibliotecas em escolas públicas de todos os níveis de ensino com o objectivo de disponibilizar à comunidade escolar os recursos necessários à leitura e à informação em diferentes suportes. Compete a este organismo do Ministério da Educação, desenvolver as acções necessárias ao bom êxito deste programa chamando à colaboração outras entidades mas, sobretudo, as autarquias e as Bibliotecas Públicas Municipais como parceiros privilegiados.

A criação de bibliotecas escolares tem-se processado através de candidaturas anuais apresentadas pelas escolas que são seleccionadas em função das condições e dos projectos que apresentam. O apoio concedido às escolas é principalmente financeiro e destinado à aquisição de equipamento e mobiliário próprio e específico, bem como de um fundo documental dirigido aos utilizadores deste novo recurso educativo. O apoio prestado pode incidir, também, na realização de obras para a criação ou adaptação de espaços próprios para este fim.

A criação de bibliotecas escolares ao nível das escolas do 1º ciclo do ensino básico tem sido um processo que envolve as autarquias desde início, cabendo a estas a responsabilidade dos encargos com os espaços (criação ou adaptação) e o acompanhamento técnico da instalação através da Biblioteca Pública Municipal, nomeadamente no processo de aquisição do equipamento e do fundo bibliográfico. Este apoio por parte das autarquias levou à criação no seio das Bibliotecas Públicas Municipais do Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares – SABE – que tem desenvolvido um trabalho de colaboração fundamental, sobretudo, no tratamento técnico documental e na disponibilização da informação aos utilizadores. No entanto, o apoio prestado através do SABE alargou-se aos outros níveis de ensino e o sucesso destas bibliotecas muito se deve, também, à cooperação institucionalizada.

A colaboração assim estabelecida entre as bibliotecas escolares e as públicas assenta sempre em protocolos ou acordos de cooperação entre o Ministério da Educação, a Câmara Municipal e as escolas ou agrupamentos abrangidos. É importante salientar que este acordo baseia-se no princípio fundamental e estratégico de funcionamento em rede entre as diferentes bibliotecas escolares e a própria Biblioteca Pública Municipal, visando uma racionalização de recursos que facilite o funcionamento adequado destes espaços de leitura e de informação.

As bibliotecas escolares continuam hoje a beneficiar do importante apoio das Bibliotecas Públicas, fundamental quando da sua criação e agora na sua continuidade se atendermos à importância do saber em áreas específicas como a gestão da informação e da biblioteconomia.

A biblioteca escolar como estrutura enraizada no funcionamento das escolas, assume hoje um papel primordial no acesso à informação e ao conhecimento, assim como na formação de leitores e na promoção de hábitos de leitura para toda a vida.

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