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Avaliação de desempenho

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Avaliação de desempenho

Escreve quem sabe

2019-06-21 às 06h00

J.A. Oliveira Rocha J.A. Oliveira Rocha

Publicou o jornal O PÚBLICO, no começo do mês, uma recolha de informação sobre os resultados da avaliação de desempenho dos docentes nas instituições do ensino superior. Os dados mostram que 53.8% dos docentes foram classificados com excelente; 23.5% tiveram a classificação de muito bom; 4.8% tiveram insuficiente. Se olharmos mais em profundidade para o quadro das instituições do ensino superior, constata-se com espanto, que o ISCTE e a Universidade de Coimbra que cerca de 80% foram avaliados com excelente. Espantoso!... Com estes números, Portugal seria o líder mundial na investigação e ensino.
O que acontece, porém, é que a lei (SIADAP) foi torcida, de tal modo que mais valia voltar ao antigo modelo de progressão, com base na antiguidade. Perdia-se menos tempo.

Se juntarmos outra reportagem sobre a endogamia nas faculdades portuguesas ficaríamos com uma fotografia a preto e branco das universidades. Conheci mesmo um caso de uma prestigiada faculdade que criou dois cursos paralelos, com a bênção da A3es, para dar emprego aos filhos dos catedráticos, que, de outro modo, não teriam acesso à docência.
Mas voltando à avaliação, existe da parte dos professores, incluindo os do secundário, uma rejeição do sistema de quotas. Deveriam saber que o resultado da avaliação obedece a uma distribuição normal e que o número de medíocres é similar ao número de excelentes. Não assim cá, num país de cérebros!...

Mas este problema poderia ser classificado de aberração se estivesse restrito aos professores. Mas não é assim. O JORNAL DE NOTÍCIAS de domingo passado, apresentou dados, para os juízes, em tudo semelhantes aos dos professores. Assim, dos 1904 magistrados, 831 foram avaliados com a classificação máxima, isto é, com muito bom; 368 com bom; 75 com suficiente; 5 com medíocre; e 115 têm avaliação pendente.
Calculo que os resultados dos outros corpos especiais não devam ser muito diferentes. Afinal, quem vai cumprindo são os funcionários públicos da administração central. Acresce que estes têm uma carreira unicategorial, pelo que a subida do salário depende apenas da progressão, dependente da avaliação.

No caso dos corpos especiais, cada carreira tem várias categorias, podendo a subida de vencimentos ser efetuada também com base na subida de categoria. E sobre as categorias teríamos muito que conversar. Calculo que haverá casos de pirâ- mides invertidas.
Isto significa que a reforma da administração pública não se faz com leis. Estas são comidas, mastigadas e expelidas. E, tudo fica na mesma, ou pior. Mariano Gago supôs que tinha feito uma revolução no ensino superior, mas se examinarmos os resultados das suas políticas, verificamos que são medíocres.

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