Correio do Minho

Braga, segunda-feira

Captação de financiamento competitivo para a investigação

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Ideias

2013-11-16 às 06h00

Vasco Teixeira

A relevância da investigação científica e tecnológica na Europa é hoje cada vez mais considerada como fator indispensável para garantir maior competitividade das empresas e gerar crescimento económico, como foi reconhecido por todos os Estados-Membros na Estratégia Europa 2020 para o emprego e o crescimento, ao adotarem o objetivo de afetar 3% do PIB na investigação e desenvolvimento (I&D). A despesa atual em I&D na Europa é inferior a 2 % do PIB, contra 2,6 % nos EUA e 3,4 % no Japão.

O Conhecimento é essencial no Espaço Europeu da Investigação (EEI). O EEI é crucial para tornar mais eficazes as atividades de investigação e inovação e contribuir para um crescimento inteligente, sustentável e inclusivo. A Estratégia Europa 2020 procura tornar a UE numa economia inteligente, sustentável e inclusiva que proporcione níveis elevados de emprego, de produtividade e de coesão social, e para a qual a Educação, a Investigação e Inovação deverão contribuir de forma significativa. As universidades e os seus centros de investigação têm a importante responsabilidade de contribuírem para o desenvolvimento económico, afirmação e reconhecimento internacional da excelência científica e tecnológica.

A Universidade do Minho (UMinho) aposta fortemente na investigação e na inovação tecnológica como áreas centrais da sua estratégia de crescimento sustentável, como meio de reconhecimento internacional e como suporte das suas ofertas de ensino. A UMinho tem dado reais contributos para benefício da sociedade e, em particular, o seu importante papel na transferência de tecnologia e como catalisador de inovação nas empresas, através de projetos de I&D. Num contexto regional a Universidade do Minho revê-se totalmente na Estratégia Norte 2020: aposta numa Região do Conhecimento e da Inovação, reforçada pelo investimento em Educação, I&D e Inovação que é essencial para o crescimento económico, competitividade das empresas e para o desenvolvimento da região Norte.

Entre os seus 32 Centros de Investigação da Universidade do Minho sujeitos a processo de avaliação pela FCT incluem-se 9 com a classificação máxima de Excelente e 8 centros com a classificação de Muito Bom. Aproximadamente 80% dos investigadores da UMinho encontram-se nos centros que obtiveram estas classificações.
O 7º Programa-Quadro para a Investigação e Desenvolvimento Tecnológico 2009-2013 foi o principal instrumento da UE para financiar a investigação na Europa, apoiando a cooperação transnacional das equipas de investigação, e teve um orçamento de 53.3 mil milhões de euros. O 7ºPQ apoia a investigação em áreas temáticas prioritárias como a Saúde, Energia, Alimentação, Tecnologias de Produção, Nanotecnologia, TIC, Investigação para benefício das PME, Regiões do Conhecimento.

Nos últimos 5 anos, as instituições científicas portuguesas já conseguiram captar mais de 80 milhões de euros de financiamento europeu. No atual 7ºPQ a Universidade do Minho já teve 75 projetos de IDT financiados o que corresponde a cerca de 21 milhões de euros para os grupos de investigação da UMinho que integram estes consórcios europeus. Este excelente desempenho dos investigadores (também verificado em concursos nacionais da FCT e ADI) é traduzido em apoio financeiro mas é sempre concedido na base de concursos a nível de toda a EU, que são altamente competitivos e mediante um processo independente de avaliação, com painéis de peritos internacionais. De facto, o financiamento concorrencial da investigação também contribui para uma maior eficiência dos fundos públicos que são investidos em projetos de excelência e com impacto tecnológico.

É de referir também o bom desempenho dos centros de I&D da UMinho na captação de financiamento competitivo no âmbito do programa nacional QREN 2007-2013 que apoia a investigação aplicada em várias áreas temáticas prioritárias. No QREN a UMinho já teve 64 projetos de I&DT financiados em co-promoção com empresas nacionais, totalizando cerca de 14 milhões de euros (em várias áreas científicas, como a biotecnologia, nanotecnologia, materiais e novas tecnologias de produção, energia, TIC, saúde e alimentação).
Num contexto da atual de crise económica e financeira e da constante pressão sobre os orçamentos nacionais de I&D, a procura de outras fontes de financiamento a nível da UE torna-se ainda mais pertinente. Tem-se, assim, o Horizonte 2020 - Programa-Quadro de Investigação e Inovação para 2014-2020, com um orçamento próximo de 70 mil milhões de euros, concentrará os recursos em três prioridades distintas que se reforçam mutuamente: Excelência Científica, Liderança Industrial e Desafios Societais.

Também para estímulo à participação no EEI, a CE propôs a criação de “Cátedras EEI” no âmbito do Horizonte 2020 a fim de ajudar as universidades e outras instituições de investigação a alcançarem o nível de excelência na investigação que lhes permita serem competitivas a nível internacional. Entretanto foi já lançado um convite piloto à apresentação de propostas ainda no âmbito do 7º PQ, ao qual responderam mais de 100 instituições europeias, entre as quais a UMinho.
Aos investigadores ( e da UMinho em particular) apresentam-se agora novos desafios: começarem a delinear estratégias para captação de mais financiamento para projetos de I&D através do recurso aos novos instrumentos europeus e regionais para financiamento, designadamente os do próximo programa quadro comunitário Horizonte 2020, o Quadro Estratégico Comum 204-2020, Educação e Formação 2020, entre outros.

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