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Carmas à parte

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Carmas à parte

Escreve quem sabe

2019-03-10 às 06h00

Joana Silva Joana Silva

Certamente que já escutou a expressão popular, “Carma, em ação!”, quando acontece algo inesperado e mau a alguém de quem não se simpatiza muito por algum motivo. O carma está muito associado, de uma forma geral, a uma abordagem espiritual, direcionado a condutas menos adequadas face a alguém, que posteriormente e não sendo a questão o tempo, retorna à pessoa. Assim por conseguinte, dizem que todo o bem ou mal exercido regressa. Suponha que prejudicou um colega de trabalho, ou roubou algo, foi incorreto/a, etc., dizem os “mais antigos” que mais cedo ou mais tarde as “contas serão prestadas”. Neste sentido, será essa pessoa será prejudicada por alguém, ou tomará de si algo que tenha muito valor significativo. É como se uma espécie de tribunal divino se tratasse. De ressalvar que há boas pessoas e no entanto, só tem obstáculos. O carma pode ser analisado do ponto de vista mais ético e psicológico, sem grandes mistérios. Neste prisma, comportamento gera comportamento. Simpatia gera simpatia, por sua vez, agressividade gera agressividade. Nesta linha de pensamento, boas ações conduzem as boas ações, más ações a más ações ou até à indiferença. Não obstante, por vezes, escutamos “Não percebo porque todos são felizes, menos eu.”, ou “ Sorte só para os outros.”, de pessoas que deixam muito a desejar na ética moral. Essas mesmas que choram compulsivamente quando não alcançam os seus objetivos mesmo que por meios duvidosos, que secretamente rejubilam com a desgraça alheia e e que frequentemente se auto-intitulam de pessoas extraordinárias e com valores morais que dizem já não existir. Mas não existe enigma e sim para tudo existe uma razão uma justificação que condiciona comportamentos e ações.O tal reverso da medalha. Normalmente as pessoas que mais mostram grande interesse na ação do carma para com alguém, podem esconder algo da sua verdadeira personalidade.
Tendem a não refletir nas suas propiás condutas e estão sempre prontas a “apontar o dedo” a terceiros. Não se importam se foram ou não gentis para com as pessoas, ou se as tratam como plano B? Se para além dos seus próprios interesses, tem também em consideração os das pessoas com as quais se relaciona. Como se pode verificar, existe uma razão de causalidade e efeito e não é assim nada de transcendente. Veja. Do ponto de vista prático e “terra à terra”, qual é a pessoa que esquece uma má ação? Há quem consiga, mas é muito raro. Antigamente utilizava-se muito um comportamento interpessoal mais agreste, discutir o que se designa na gíria de “tirar satisfações”. Hoje é diferente, porque a sociedade está mais astuta e prespicaz. Ser impulsivo?! Ser agressivo?! Só se for para quem quiser “manchar a sua própria imagem”, porque mesmo a pessoa mais ingénua tem a perfeita noção que alguém que quem “perde a cabeça” num momento de discussão por mais que tenha toda a razão, perde sempre. Neste sentido, hoje age-se de maneira diferente. Não espere que alguém insulte ou chame nomes. Não! Hoje as pessoas relacionam-se umas com as outras mesmo que saibam que determinada pessoa não é boa pessoa. Todavia não esquecem, e como não sofrem de amnésia, e quando as palavras “levam-nas o vento” tem a mesma atitude com quem algum dia prejudicou. Se isto é a solução ideal? Não é de todo. Se para uns é alegar defesa legitima e fazer com que o outro veja que agiu mal, há no entanto, quem reconheça e entenda piamente que nunca fez mal. Não reconhece. Não tem consciência. E há o desgaste para ambas as partes. Pense em si e nas coisas boas que estão para vir, mesmo que não possa partilhar em voz alta e para todos. Ninguém é feliz onde está sempre de “pé atrás” e preparado para “o que der e vier”. Não desvalorize mas também não complique. O melhor estratégia é afastar-se. Se porventura não o pode fazer, não conte nunca tudo aquilo que sabe, os seus sonhos ou desabafos maiores. Ser feliz também envolve o medo, a decepção ser traído muitas vezes pelas pessoas que se ama ou que se deposita confiança e coração.
Tudo é aprendizagem.
Ser feliz é fazer-se feliz.
E deve-se fazer boas ações para se ser bem lembrado.

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