Correio do Minho

Braga, terça-feira

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Com bolos se levam os tolos

Vamos falar de voluntariado…

Ideias

2014-10-10 às 06h00

Borges de Pinho Borges de Pinho

Na verdade neste país vem campeando toda uma poluição a par de um insensato desvario, mas o que ainda mais nos dói é assistir a perdas de carácter, de identidade, de respeito pela palavra, de sensatez e do sentido das responsabilidades.

Vem-se vivendo ao sabor de interesses e ideias adquiridas à socapa, em regra embrulhadas no celofane de programas partidários, e de todo alheados das realidades e princípios que devem nortear uma vida e todo um trabalho a favor da comunidade. Que de certo não se contenta tão só com tradicionais festivais e convívios à borla quando em suas casas sentem os problemas e as dificuldades das vivências diárias, do dinheiro que não chega para nada, dos euros que não dão para pagar as contas da água e da luz e que muitas vezes se tornam curtos para custear uma refeição, e a mais frugal.

Afinal são todos iguais e aprenderam na mesma cartilha, sendo certo que o povo, bobo e tolo, se vem contentando com “bolos”, esquecendo-se de tudo o resto. Na verdade tudo está cada vez mais poluído, tal como o que se vem passando com os rios, sendo de todo incontestável que toda a “porcaria” acaba por ir desaguar no “mar” da política, seus “braços” e “albufeiras”. E daí que seja cada vez mais usual e frequente a proibição da apanha de ameijoas e de berbigão devido às toxinas. Naturalmente!

“Toxinas” que aliás proliferam e se multiplicam, sendo deveras espantoso o número dos que continuam a viver e a servir-se da política, e a chafurdar nela, e alguns até há mais de 30 anos, como um tal de Barroso, que se crê agora no direito de descansar e de não se candidatar a Belém, pois, diz ele, já fez muito. Se bem ou se mal, a história um dia o dirá, esperando nós que, sentado na cadeira “personificada” e especial que lhe ofertaram de Paços de Ferreira, escreva as suas memórias. Mas com toda a verdade e “pondo o nome aos bois”, já que o poderá fazer sem preocupações económicas ou outras devido ao pé de meia amealhado e a um futuro garantido.

Claro que outros se julgam com ”peito” para serem primeiros ministros ou com vontade para tal, como os “karatecas” fraticidas do PS, aliás sem qualquer pejo ou rebuço em atacar, “minar” e macular nomes e reputações num esclarecedor mas vergonhoso “vale tudo” que mostrou às escâncaras como se anda, se sente e se vive a política e o poder, deixando-se entrever limitações, despeitos, raivas, loucas promessas para além da usual e conatural demagogia. Concordam com o Guterres a PR, terçando pelo seu “apoio” e naturais efeitos, aliás evocando “um profissional” que, deixado o governo, teve a arte de não ser esquecido e de continuar a “surfar” na onda da política e sua poluição.

Como muitos outros o fizeram, diga-se, segundo mostram os anais desde Abril, isto num país onde com bolos se vem “comendo” os tolos, com mais ou menos festivais, convívios e eventos à mistura. À borla, claro, que fica sempre bem, engana o Zé e até dá mais uns votos nas eleições, como aliás é tradição e outros já o fizeram, sendo que se tais “seniores” entretanto morrerem surgirá sempre alguém que, homenageando-os na morte, pague cotas e, com “arte” e uma ou outra falcatrua pelo meio, vote por eles.

Mas sem arte nem pudor, aliás no seu habitual estilo, surgiu-nos agora um deputado europeu que não esconde a sua intenção de se candidatar a Belém ou mesmo ao parlamento e de formar até um partido, como de todo em todo resulta do afirmado por um palavroso jornalista-advogado que se “revelou” quando bastonário, para quem, afinal, a política nem é de se rejeitar. É que se primeiro se estranha depois entranha-se, e de que maneira, com se tem visto acontecer!...

Aliás os nossos políticos são todos iguais, ainda que uns mais iguais que outros, e em questões de chafurdices e de mergulhos em ambientes poluídos não minguam os prosélitos e seguidores, exarando-se que a Eline, com uma típica e inconfundível voz de “arrepio enrolado”, saiu pior do que a encomenda e segue o mestre nos ataques à Ministra da Justiça, que, menos bem ou até mal devido a “estranhos”problemas informáticos, teve a coragem de querer melhorar e reformar a Justiça, o que antes o PS não quis por medo ou outros motivos. Os problemas e as dificuldades têm sido muitas, mas as críticas e ataques, apesar de toda uma nada inocente “colaboração” dos media, nem sequer “disfarçam” a realidade de todo um revanchismo político, partidário, sindical, autárquico e de classes nem “afastam” a hipótese de eventual “sabotagem”.

Claro que há partidos com algo de típico e extraordinariamente característico: uma gritante falta de memória e todo um poder de esquecer passados, ultrapassar factos e escamotear verdades, cultivando o alheamento e a inocência. A culpa é sempre dos outros e age-se e fala-se de acordo com as conveniências, aliás a única e verdadeira realidade em que mergulham e surfam os partidos e profissionais no mar da política. Curioso, já estamos em ânsias de ver como procederá o futuro primeiro ministro do PS ( o Costa, diz-se ) para ultrapassar os problemas e dificuldades em que vivem os portugueses, face às promessas e anúncios já feitos e a outros indicadores propalados.

Ir-se-á voltar a aumentar o salário mínimo, terminar com os cortes nas pensões, alterar o IRS, o IRC e o IVA, diminuir os impostos, “segurar” a Segurança Social e o “Servico Nacional de Saúde” ? Como?! Entretanto teima-se em não se por termo a certas despesas incomportáveis e desnecesssárias do Estado e a alguns dos muito e dispensáveis gastos nas autarquias e “suas” empresas. Aliás as taxas e os impostos continuam a afogar-nos, sem que as autarquias se preocupem em tornar razoáveis os IMI, as derramas, os custos das licenças, as taxas disto e daquilo e as despesas com saneamento, água, lixos, ocupação de espaço, etc., que vêm tornando árdua, difícil e até insustentável a vida de um munícipe, aliás ainda confrontado com os custos e incomodidades dos transportes públicos, em luta por um estacionamento e a “aguentar” uma polícia municipal dispendiosa e de manifesta inutilidade.

Mas pelo contrário continua-se a dar “bolos” aos tolos com passeios organizados e oferecidos pelos poderes (!) autárquicos e gasta-se dinheiro em festas de “encher” o olho e a “barriga” de alguns, esquecendo-se as “cantadas” e graves dívidas e as reais necessidades de um país em crise, quando são muitos os que vêm pagando e sofrendo com a actual situação económica, muitos deles também seniores (!) que passaram uma vida de trabalho com muitos sacrifícios, sensatez, sem “festanças” e muito economizando para não terem de ver agora os seus poucos euros a desaparecer na voragem das loucuras e chafurdices políticas, e seus mentores.

Mas, claro, uns são mais iguais do que outros e ainda há outros que enganam como os demais, sendo certo que a “poluição” não afecta apenas os rios, atingindo também barragens, albufeiras, rias e lagoas. Sobretudo um conhecido mundo de personalidades que, como profissionais, “chafurdam” no mar da política e demagogia.

Por falar em política, confessamos que nos entusiasmaram os frente a frente entre Seguro e Costa em que muito “aprendemos”, e até já demos por nós a sorrir ante o futuro. Um cenário com Guterres como PR, o Costa a PM e o Sócrates na vida activa como ministro das Finanças para bater o pé aos nossos credores, assessorado pelo Arménio e o Jerónimo, não é de todo descartável. Mais bancarrota ou menos bancarrota não interessa pois o que importa é viver-se, sentir-se e desfrutar a política, com o “teutónico” Rio a chefiar a oposição, auxiliado pelo P.Pereira e a F. Leite, e o Prof. Pardal entretido a tudo “explicar” e a traçar “cenários”.

O Seguro irá para Bruxelas ou Paris tirar um curso ou para a administração de um Banco, mas é de todo incontornável que se irá enfrentar um certo, conhecido e já “requentado”, bando de “metralhas” e, com a ameaça de que quem se meter com o PS leva. Jorge Coelho disse-o, não se lembram?

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