Correio do Minho

Braga, quarta-feira

Como combater o AVC

Uma carruagem de aprendizagens

Voz à Saúde

2018-10-30 às 06h00

Joana Afonso

Comemorou-se ontem, a 29 Outubro, o dia Mundial do AVC. Afinal o que é um AVC ou Acidente Vascular Cerebral? Trata-se de uma lesão das células do cérebro, que deixam de funcionar normalmente ou acabam mesmo por morrer, com a privação de oxigénio e nutrientes provocada pelo bloqueio à passagem do sangue (AVC Isquémico, vulgarmente designado por “trombose”) ou pela inundação de sangue resultante do rompimento de uma artéria (AVC Hemorrágico).
Segundo a Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular o AVC é a principal causa de morte e incapacidade em Portugal. Aliás, segundo a Organização Mundial de Saúde, todos os anos, é responsável pela morte de 5 milhões de pessoas. No mundo, a cada segundo uma pessoa tem um AVC e a cada 6 segundos, acaba por morrer nesse contexto. O AVC pode afetar os indivíduos de qualquer idade, inclusivamente os mais jovens, no entanto, é mais comum em homens de idade mais avançada.

Os sinais da ocorrência de um AVC variam de acordo com a área do cérebro que é afetada, desta forma, no entanto, há sinais de alerta que nunca deverá desvalorizar:
1. Desvio da face, com um dos lados dormente ou descaído, nomeadamente ao nível dos lábios;
2. Falta de força num dos braços ou pernas;
3. Dificuldade em falar, em fazer-se perceber ou dizer coisas sem sentido;
4. Diminuição abrupta da visão em um ou ambos os olhos, ou mesmo visão dupla;
5. Outros sintomas como: dor de cabeça forte e súbita, diferente do padrão habitual e sem causa aparente; dificuldade em perceber o discurso dos outros; dificuldade repentina em andar ou coordenar os movimentos.

Apesar de haver fatores de risco que não são possíveis de controlar como a tendência genética, a idade ou o género masculino, há outros fatores que deve estar atento de forma a conseguir o seu controlo. Entre estes, destaque para a presença de diabetes, hipertensão arterial, níveis de colesterol elevados, obesidade, sedentarismo, arritmias e consumo de álcool e tabaco. Desta forma, é importante que procure o seu Médico de Família, ele saberá como o auxiliar no controlo desses mesmos fatores de risco.

Saiba que o AVC é uma emergência e em caso de suspeita, deverá contactar, de imediato, o número 112. O tempo que decorre entre o acontecimento do evento e a abordagem médica e terapêutica é um dos principais determinantes do prognóstico da doença. As sequelas são, frequentemente, mais graves se esse intervalo for superior a 3 horas.
As consequências do evento vão depender também da zona do cérebro afetada e da extensão das lesões, podendo estas serem quase inexistentes ou atingirem uma gravidade considerável culminando em alterações cognitivas, de comportamento, motoras ou da lingua- gem. Em última instância, o AVC poderá causar a dependência permanente de terceiros, ou mesmo a morte.

É crucial que esteja alerta, procure o seu Médico Assistente e tome medidas preventivas: pratique uma alimentação equilibrada e diversificada, pobre no consumo de sal e gorduras; controle os níveis de colesterol, açúcar no sangue e de pressão arterial; mantenha o peso adequado; pratique exercício físico de forma regular; modere o consumo de álcool; não fume.
Lembre-se, cuide de Si! Cuide da Sua saúde!

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