Correio do Minho

Braga,

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Do “irritante“ ao ridiculamente “chocante”

Lance de charme

Ideias

2018-09-28 às 06h00

Borges de Pinho Borges de Pinho

Estamos a falar da substituição da PGR num “processo” vergonhoso em que a “vingança” e a “política”, de mãos dadas e com a bênção de Marcelo, “atropelaram” ardilosamente a esperança e a confiança do povo no combate à corrupção e ao crime do colarinho branco, tendo-se “brincado” e “achincalhado” um trabalho de seis anos, de coragem, de independência, de isenção e de carácter de uma magistratura na pessoa da PGR. Denotando-se ainda falta de respeito e de lisura por um cargo e pela pessoa de Joana M.Vidal, aliás patente em todo o processo da substituição, em si mesmo burlesco, mentiroso, ridículo e de episódios grotescos, claramente “cozinhado” à pressa, à socapa e em “mentiras”, mas onde campeiam e vingam o despeito, a vingança e esconsos interesses políticos. A todos interessava “afastar” e “anular” uma das últimas “marcas” e “referências” do governo de P.Coellho, um homem nunca benquisto de Marcelo, Costa e Rui Rio, impondo-se “acabar” com a Joana. Aliás muito incómoda pela sua independência, isenção e carácter já que sob suas égide e direcção assomaram e surgiram processos-crime e investigações do MP que se “intrometeram” nos interesses do PS e da oligarquia que o rodeia e domina o país, importando não esquecer, diga-se, os “casos” Furacão, Vistos Gold, Marquês, BES, M.Vicente, E-toupeiras, emails e Benfica, Juízes Rangel e Galante, EDP, Pinho, etc., envolvendo governantes e personalidades da área do PS, ou próximas, entre os quais o Vara, Sócrates e muitos outros.

Na verdade, quanto ao PS, é de recordar as palavras de Jorge Coelho dizendo que «quem se mete com o PS leva» e todo um ambiente de ameaça e vingança que “evola” da sua área, com Santos Silva a afirmar ter prazer em «malhar na direita», e não esquecer as “visitas socialistas” a Sócrates, de Capoulas e outros, com Mário Soares a dizer «O Juiz C.Alexandre que se cuide», nem o ar verrinoso e ameaçador do Galamba e e seus na A.R. Aliás, note-se, a ida de Costa à cadeia, se forçada, tão só mostrou a habilidade dum político interessado no poder, mas que não nega nem olvida suas raízes, genes e princípios. Chegado o momento apropriado, deu um safanão nisto tudo para granjear apoios e votos, aliás com a ajuda de Marcelo, um homem inteligente que também “não esquece” nem é bem aquela “pessoa” cuja imagem passa para o público (P.Coelho, disse-o antes, falando de candidatos),estando mais interessado em não ter problemas com Costa e ver o orçamento aprovado, e sem chatices, para tirar mais umas shelfies, dar uns mergulhos e recandidatar-se.
De Marcelo é de se esperar tudo, até “falação”, “sugestão”, “manipulação” e “criação” de factos políticos, uma “arte” que desenvolveu enquanto comentador, surgindo sempre “cornetas” da P.R., M. Mendes e outros, para “desenrugar” e compor sua imagem.

A Joana não viu renovado o mandato como todos desejavam, e foi “despedida” com uma indelicadeza, maldade e manhosice chocantes, a ponto de só ter sabido de tal e o nome da sucessora uma hora antes da comunicação oficial da PR, enquanto a Francisca, que há muito defendia e sabia da sua não continuidade, “fingia” grotescamente consultas aos partidos, todos surprendidos pela indicação de L.Gago, uma personagem nunca falada e desconhecida. Mas tal não espanta!... A Francisca, com fortes ligações a Angola, conhecendo bem a Joana e seu carácter, viveu no governo as pressões do “irritante”, perdeu qualidades, ganhou vícios, até porque há o «diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és». Mas a grande realidade e inquestionável verdade é que foram os processos Marquês e do M.Vicente, e mais alguns outros dirigidos a políticos e oligarcas, que “determinaram” o destino da Joana. O do M.Vicente, esse, já foi mandado para Angola pela Relação e Costa até já foi em visita, com uma parada militar à saída do avião, mesmo sem gravata, de jeans e mocassins, e o J. Lourenço, sem pejo algum, até chegou a referir tal processo como causa do “irritante” das relações com Portugal. Tudo isto numa tal imediação temporal que admite-se que o afastamento da Joana tenha sido falado, enquanto Rui Rio, muito crítico quanto ao MP, aplaude a saída e só diz que a sucessora devia ter sido uma personalidade independente, de fora da magistratura, talvez pensando nas “suas” acompanhantes, a ex-bastonária da OA ou a vistosa Quintela. Aliás, para tudo correr de feição ao PS e a outros, só faltou a Costa ter tido a coragem de propor Rangel, Caramelos, Galambas, P.Carvalhos e uns “quejandos” já muito conhecidos.

Propôs a Lucília Gago, por nós inspeccionada em 1992 no 1.º Juízo Cível de Lisboa, mas as imagem e fotografia de hoje nada nos dizem de especial ou extraordinário por nada de extraordinariamente positivo ou negativo ter sobrevivido à inspecção. Mas desejamos-lhe felicidades e coragem, sendo fundamental rodear-se de uma boa equipa, de um Vice competente e leal, e manter no DCIAP o Amadeu Guerra. O momento é crítico e propício para um sabotar, denegrir e “anular” os trabalhos e esforços feitos até hoje pelo MP. Sócrates, de peito cheio, já “vomitou” os usuais insultos e acusações ao MP, a Câncio, feliz pela saída, repetia no Twitter um “Está uma noite magnífica”, os advogados habituais , como o Araújo e outros que tais, “desunham-se” em planos e projectos para minar o sorteiro dos Juízes de Instrução (C.Alexandre, Ivo Rosa), os tribunais superiores “mexem-se” (ou “não se mexem” ) conforme o “jeito” da agenda e um Piçarro, dito benfiquista, sobe a Presidente do STJ. Aliás, tudo a rolar sobre esferas : um novo Presidente do STJ, uma nova PGR, um sorteio para distribuição do processo Marquês, subjazendo um latente mal estar de Ivo Rosa com o MP (ou será outra coisa?!) e, afigura-se-nos que tudo vai começar a “gaguejar”, da investigação à decisão, se não houver mesmo reviravoltas. Na realidade «Quem se mete com o PS» leva, as manipulações “cozinham-se”, as “surpresas” acontecem, o Costa manda, o César dispõe e o poder mantém-se. Podendo ir-se de um “irritante ” para um “chocante”, para gáudio de oligarcas e políticos com saudades por um regresso aos tempos dos Nascimentos e P.Monteiros.

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