Correio do Minho

Braga,

Educação patrimonial e José Lopes Granja

Amigos não são amiguinhos

Voz às Freguesias

2017-05-16 às 06h00

Rolando Silva

A educação patrimonial é “aprender a saber ver”, desenvolver atitudes de preservação e animação do património e incentivar o gosto pela descoberta.
Segundo Isabel Cottinelli Telmo (1991) cada geração tem a importante tarefa de transmitir à seguinte, nas melhores condições, o legado artístico-histórico das gerações anteriores. Qualquer indivíduo deve assumir a responsabilidade de defender, conservar e transmitir os bens da coletividade a que pertence.

A escola de Lomar (atual de EB 1) teve a sua origem nos finais do séc. XIX e não era fácil a criação de escolas devido à escassez de dinheiros públicos, embora já se reconhecesse a sua necessidade. Deve-se a sua criação e fundação à benemerência de José Lopes da Silva Granja. Em 1874 fundou a Escola Gratuita de Instrução Primária em S. Pedro de Lomar, tendo possibilitado assim, a muita gente, principalmente crianças e jovens de ambos os sexos, não só da freguesia, mas também das freguesias vizinhas, o acesso à escolarização da instrução primária.

José Lopes Granja, ainda jovem, decidiu com grande pena e saudade deixar Lomar, sua terra natal e emigrar para o Brasil, onde residiam alguns familiares seus. Como era ainda muito novo, mas com uma grande experiência no ramo do comércio, recomeçou com vigor a sua nova vida, singrando numa terra até então desconhecida. Com o seu dinamismo, e o enorme amor à terra, decide com o seu capital, fundar uma escola para os seus conterrâneos, a fim de expandir a cultura e o desenvolvimento intelectual.

Mas não se fica só pela cultura, também quer o desenvolvimento da freguesia, desde a construção de uma estrada que ligue a cidade, passando por Lomar, uma igreja matriz de tamanho superior da existente, de um cemitério, uma residência para o pároco e melhorar o caminho da fonte pública. Não lhe foi possível realizar os restantes sonhos, faleceu em 1886. O património remete-nos para uma relação com a memória e identidade de uma comunidade. Olhar o passado é enriquecer o futuro e constitui um modo de combater o esquecimento e a indiferença.

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