Correio do Minho

Braga, quinta-feira

Estratégia de Fomento Industrial para o Crescimento e o Emprego 2014-2020

Encontrão Ambiental

Ideias

2014-02-22 às 06h00

Vasco Teixeira

'Inovação, Crescimento e Emprego' foi o tema em debate no Seminário promovido pela GTI-Gestão, Tecnologia e Inovação SA, em Braga no passado dia 14 de fevereiro. A sessão de abertura foi presidida pelo Ministro da Economia, António Pires de Lima, com uma intervenção onde apresentou a Estratégia de Fomento Industrial para o Crescimento e o Emprego 2014-2020. Esta importante iniciativa da GTI, para a qual tive a honra de ser convidado a participar, juntou cerca de 500 empresários e decisores públicos da região para participar no debate sobre as áreas prioritárias do próximo ciclo de fundos estruturais PORTUGAL 2020.

A Estratégia de Fomento Industrial para o Crescimento e o Emprego 2014-2020 tem por principal objetivo relançar Portugal numa trajetória de crescimento sustentável da economia e do emprego, assente no aumento das exportações, na captação de investimento, na estabilização do consumo privado e na qualificação do capital humano. Esta Estratégia foi elaborada pelo governo após auscultação dos parceiros sociais, forças políticas e de entidades de referência dos diversos setores da economia.

A Estratégia de Fomento Industrial para o Crescimento e o Emprego define nove eixos: consolidação e revitalização do tecido empresarial; estabilização da procura interna; qualificação: educação e formação; financiamento; promoção do investimento; competitividade fiscal; internacionalização; inovação, empreendedorismo e investigação e desenvolvimento; e infraestruturas logísticas.

Esta visão de crescimento está assente em seis objectivos-chave: Reindustrialização, Investimento, Exportação, Emprego, Qualificação, Investigação, Desenvolvimento e Inovação.
Para monitorizar a implementação desta Estratégia foi criado o Conselho para a Indústria, que recolherá a opinião de gestores, académicos e ex-governantes (Abel Mateus, administrador do Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento; Henrique Neto, administrador da Iberomoldes; José Honório, CEO da Portucel; José Manuel Fernandes, presidente da Frezite; Manuela Tavares Sousa, administradora da Imperial e do grupo RAR; Paulo Pereira da Silva, presidente da Renova entre outros).

Este novo organismo visa ser um órgão consultivo não remunerado, composto por personalidades com reconhecida experiência e mérito nas questões do fomento industrial, com a missão de realizar uma monitorização isenta e imparcial da implementa- ção da estratégia e propor ajustes ou novas medidas que considere relevantes para o cumprimento dos objetivos delineados.

Uma eficaz estratégia de Reindustrialização pode ser a solução para inverter as fragilidades estruturais e o défice de competitividade da nossa economia num contexto de globalização. Com uma eficaz implementação de medidas e reformas estruturais e com a reorientação dos fundos europeus para o tecido produtivo (com o Programa PORTUGAL 2020, sucessor do Quadro de Referência Estratégica Nacional) para a criação efetiva de valor e para a formação e o emprego, procurar-se-á dar mais condições às empresas portuguesas para que possam competir com as suas concorrentes internacionais.

De facto, o novo Programa PORTUGAL 2020 visa, entre outros eixos temáticos, potenciar o investimento nas pequenas e médias empresas inovadoras, a valorização da qualificação dos recursos humanos (ensino e formação ao longo da vida), e é nestes dois eixos que se encontra a maior fatia de fundos (o domínio Competitividade e Internacionalização concentra mais de 40% dos fundos).

A importância da Europa como potência económica depende dos seus futuros empresários e da competitividade das suas empresas - os motores da economia de mercado. As PME continuarão a ser a maior fonte de emprego, o fundamento da economia local, assim como da inovação e do desenvolvimento de novos produtos. É crucial para Portugal um crescimento sustentável da economia e do emprego.

Para isso é necessário implementar um conjunto coerente e concertado de programas e estratégias que visem efetivamente contribuir para a competitividade e a capacidade de inovação enquanto sociedade do conhecimento avançada, caracterizada por um desenvolvimento sustentável baseado num crescimento económico sólido e numa economia social de mercado altamente competitiva.

Também o investimento na Educação e na Formação para o desenvolvimento de competências-chave é essencial para estimular o crescimento e a competitividade: as competências determinam a capacidade de Portugal e das suas empresas para desencadear inovação, crescimento e aumentar a produtividade. A criatividade e a inovação são fatores essenciais para o desenvolvimento das empresas e para a competitividade. O primeiro desafio consiste em promover a aquisição por todos os cidadãos das competências-chave transversais, nomeadamente as competências digitais, “aprender a aprender”, o espírito de iniciativa e o espírito empreendedor, bem como a sensibilidade cultural.

O segundo desafio consiste em assegurar a plena operacionalidade do triângulo do conhecimento: educação-investigação-inovação. Torna-se assim necessário promover atividades de I&D de base empresarial em setores e atividades económicas dirigidas a mercados de crescimento sustentado.
O crescimento sustentável da economia portuguesa também dependerá muito da capacidade de se estimular a competitividade a nível regional. É, assim, crucial uma estratégia de desenvolvimento regional que aposte no desenvolvimento económico e tecnológico das regiões de uma forma efetiva, sustentável e inteligente.

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