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Formas de armazenar saladas verdes

O amor nos tempos da cibernética

Formas de armazenar saladas verdes

Escreve quem sabe

2019-03-23 às 06h00

Ana Cristina Costa Ana Cristina Costa

Tem-se vindo a vulgarizar a prática entre, os consumidores, de comprar um grande saco de saladas verdes já lavadas que, aparentemente, é uma ótima maneira de obter as doses de legumes crus. Mas depois lidamos com a frustração de abrir o saco, alguns dias depois, e ver folhas murchas ou mesmo viscosas, além do impacto do saco plástico de uso único e dos produtos agressivos usados na lavagem dessas hortícolas.
Então qual é a melhor maneira de armazenar saladas verdes para que durem mais tempo?
Método 1: Toalhas de papel e saco de plástico
Depois de lavar, enxugar (recorrendo a um centrifugador de salada) e cortar as folhas maiores (de alface, por exemplo) estas são colocadas em toalhas de papel, em seguida, enroladas e colocadas num saco de plástico. Após o que se retira o ar que se conseguir e fecha-se o saco, colocando-o na gaveta dos vegetais do frigorífico. As toalhas de papel absorvem o excesso de humidade dos vegetais e impedem que fiquem viscosas, e o saco vedado impede que o excesso de ar circule para dentro e para fora, diminuindo assim o processo de desidratação.
Método 2: Toalhas de papel e caixa
Outro método consiste em forrar um recipiente de plástico com toalhas de papel, despejar as folhas (depois de lavadas, cortadas e enxutas) numa camada uniforme por cima e cobrir com outra camada de toalhas de papel antes de colocar a tampa.
As toalhas de papel aqui servem para o mesmo propósito do primeiro método, mas as folhas não são tão apertadas como no primeiro. Uma caixa rígida também protege as folhas de serem esmagadas por outros alimentos que possam ser colocados no frigorífico.
Método 3: Um saco de plástico e um sopro de ar
Neste método é só colocar as folhas, depois de lavadas e enxutas, num saco plástico que se insufla de ar, depois torcer a parte de cima e fechar com um elástico.
Soprando ar fornece dióxido de carbono suficiente para manter os vegetais frescos.
Testados os três métodos, de forma a fazer uma comparação, todos apresentaram bons resultados no prazo de uma semana. Mas o 2.º método apresentou melhores resultados em 10 dias. O vencedor é então um recipiente com toalhas de papel. Ser capaz de armazenar “verdes” tenros por até dez dias é realmente conveniente e permitir-lhe-á comprar maior variedade, economizando tempo e dinheiro. Os lados duros do recipiente realmente protegem os “verdes” de serem mexidos ou esmagados como quando estão em sacos, e as toalhas de papel ajudam a absorver o excesso de humidade. Mas, honestamente, os outros dois métodos funcionaram muito bem para armazenar os vegetais por uma semana. Pode não ter um recipiente disponível ou não goste de desperdiçar toalhas de papel. Se souber que vai comer os verdes em alguns dias, escolha um desses outros métodos!
Na correria do dia-a-dia em que a vida doméstica é tantas vezes penalizada pelas exigências dos compromissos laborais e/ou sociais e ainda de paternidade, etc., é sempre bom ter alternativas práticas que nos permitam manter bons hábitos alimentares mas que não nos forcem a ir fazer compras com muita frequência. No entanto também as preocupações ambientais se fazem sentir e queremos reduzir a nossa pegada ecológica, optando por produtos biológicos, locais e sazonais, rejeitando, sempre que possível, embalagens. Se pudermos produzir nós mesmos, tanto melhor, mesmo que seja na varanda, usando o vermicomposto que resulta dos resíduos vegetais da nossa cozinha, usando uma lata, um vaso ou uma floreira como recipiente. E a água da rega poderá ser recolhida da chuva que cai no telhado, tendo para isso um recipiente que a armazena, ou então usar a da lavagem dos vegetais, em vez de a derramar banca abaixo.
Nesta primavera, após um inverno que quase se não fez sentir, é importante passar a mensagem da poupança de água! Evitar lavar o carro, evitar lavar os pátios com água a jorrar da mangueira, regar só nas horas mais frescas e somente o imprescindível! Há que poupar a água, enquanto ainda a temos, garantindo que não passaremos necessidades este verão!

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