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Futuro CDS-PP

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Futuro CDS-PP

Ideias Políticas

2019-10-29 às 06h00

Francisco Mota Francisco Mota

O CDS e a direita vivem um momento difícil, mas que podemos encarar como uma oportunidade e de esperança nas novas gerações, porque como diria Adelino Amaro da Costa “a juventude não é instalada”. Por natureza, acredito que as dificuldades se podem tornar em oportunidades, e, dessa forma, a crise identitária, nomeadamente na direita portuguesa, pode despertar uma liderança carismática, mobilizadora, com fibra, capacidade e talento, para agarrar o futuro e ser capaz de apontar um caminho.
Mais do que alistar nomes à liderança do partido é necessário indicar o norte para refundar a direita em Portugal. Com isso, não significa que não haja exclusões, pois não é possível construir políticas novas, com políticos velhos é necessária uma nova aragem nos corredores do poder, não se tratando de uma guerra geracional, de novos contra velhos ou de velhos contra novos, a verdade é que urge uma renovação geracional. E o CDS nunca conseguirá reencontrar o seu espaço com alguém que esteve ou está comprometido com um passado recente.

Precisamos de uma voz que não tenha receio de dizer que somos de direita. A consolidação de uma extrema esquerda é consequência de uma direita vendida ao politicamente correto, sem discurso e sem causas conhecidas. Como diria Bill Cosby, “Eu não sei qual o segredo do sucesso, mas o segredo do fracasso é tentar agradar a toda a gente”, e este tem sido o grande erro da direita, que tem procurado ocupar um lugar que não é o seu, esquecendo-se de onde vem e para onde deveria ir, acabando por não ocupar lugar algum.

Combatamos o socialismo que afirma que um tipo de extrema esquerda é um intelectual e que um tipo do CDS ou de direita é um fascista. Desmontemos que os extremismos são maus quer fascistas, quer totalitaristas, mas com uma grande diferença, enquanto uns apoiam o regime venezuelano, cubano ou coreano o CDS foi um dos partidos da edificação da democracia portuguesa.

Precisamos de refundar e afirmar a direita em Portugal, colocar na agenda a visão de um país moderno, desenvolvido e liberto das amarras do estado. De unir as direitas, de eliminar a tentação de dividir, porque é possível: congregar, sem afastar; conviver sem dividir. Somos democratas cristãos, conservadores e liberais.
Necessitamos de uma liderança que escute, mas que olhe em frente, saiba viver na humildade e que transmita isso como sentido de confiança perante os seus pares. Que se imponha pelo mérito e não pelo domínio. Que diga aos eleitores o que pensa sobre o País, baseado numa política real e que responda directamente aos problemas das pessoas, sem malabarismos.

Necessitamos de reconstruir a voz da direita em Portugal assente na valorização: da dignidade humana; na liberdade de escolha das novas gerações; na valorização da família como pilar essencial da sociedade contemporânea; na unificação e valorização do território; na credibilização da justiça; na autonomia da educação; no reconhecimento e valorização das autoridades de segurança e soberania do Estado.
Tenhamos a audácia e a ousadia de demostrar, como diria Roger Scruton, sermos a resposta racional e não reacionária e a única capaz de combater as realidades emergentes que colocam tudo em causa.
O CDS é um instrumento ao serviço de Portugal, pela sua história continuará a dar valor aos valores de futuro. Hoje, aqui, preparamos o amanhã, que Deus nos acompanhe nesta jornada.

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