Correio do Minho

Braga, quarta-feira

- +

Galambices e outras “avarias” do PS

Faça frente à Diabetes

Galambices e outras “avarias” do PS

Ideias

2019-11-16 às 06h00

Borges de Pinho Borges de Pinho

Entrámos há dias numa nova fase da «partidocracia» instalada no país, e voltaram a assomar e a surgir os velhos «problemas», os mesmos «ardis» e os usuais «artifícios» do já conhecido «receituário socialista», com um Costa impante e de «peito cheio» e o S. Silva, o «trauliteiro» de serviço (gosta de «malhar na direita»), agora a ameaçar a esquerda de que qualquer «encosto» ou ligação à direita será tida como uma «traição ao eleitorado». E a propósito, diga-se, pois além do aval aos orçamentos é suposto não haver «traições» para ser viável governar à bolina de acordo com os ventos e conveniências nesta nova «aranhuça» parlamentar. Até porque há um governo novo, que por sinal até é velho e muito usado, o que já fez evocar a velha parábola de «vinho novo e odres velhos», trazida à colação por M.Ganhão (C.M.1.11.19), e recordar que «não se põe vinho novo em odres velhos; de outro modo arrebentam os odres, e derrama-se o vinho, e estragam-se os odres». Aliás um governo não muito fiável em que abundam «odres» velhos sendo que o «vinho novo», já mesmo antes de S. Martinho, se revelava «mal fervido», com alguns «gostos», a volta mal dada e um e outro aroma de arrepiar. Como aquele «soltado» por uma nova governante de «premiar» os funcionários públicos que derem menos faltas!... Ah!... Ah!... Isto foi mesmo um «arroto» mal cheiroso!...

Para já, anota-se, censura-se e lamenta-se que Costa, como primeiro ministro, se tenha revelado «xenófobo» nas saudações aos novos parlamentares, ostensivamente «ignorando» o representante de o «Chega» e desrespeitando a democracia e os que nele votaram. Goste-se ou não do homem e do partido( não gostamos nem votámos nele!), tal comportamento não lhe ficou bem, ainda que tal não nos surpreenda porquanto as «qualidades» de Costa muitas vezes deixam-se «acavalitar» pelos defeitos, recordações, memórias, vícios, marcas e ressentimentos onde se espraiam «estrias» de vingança, e dão azo a reações e posições esotéricas, inesperadas e questionáveis (v.g. quando contrariado e confrontado por jornalistas, cidadãos ou mesmo camaradas do partido). Aliás é incontornável que nem sempre qualquer «apregoada» inteligência, sorrisos em catadupa e aparente bonomia condicionam e servem para qualificar alguém como « flor que se cheire», pelo que de todo se impõe que o socialista e advogado que desde há anos vem fazendo e vivendo da política «aprenda» a lidar com comentários, piadas, divergências e até quaisquer apartes de puro gozo como o «soltado» quando surgiu como ministro da Justiça, com a observação « agora é que a Justiça vai ficar negra!». E não é que ficou mesmo ?!...

Uma justiça que continua às voltas com os «embrulhos» da usual partidocracia e dos velhos métodos e hábitos, a desenrolarem-se em processos, instruções e averiguações atinentes a flacatruas, amiguismos, compadrios, corrupção, negociatas e mais ilicitudes criminais, e em que estão metidos actuais e antigos governantes, deputados, autarcas e muitos outros «animais» políticos, como Sócrates, Pinho e muitas outras figuras da mesma ou outra coloração política, já que o poder, a governação, as ideologias, os desejos de riqueza, o fascínio do poderio, importância e ascensão social, quando conjugados com falta de formação e ausência de princípios morais, seriedade e honestidade são «matagal» propício ao desenvolvi- mento e crescimento de toda esta «bicharada», tão nefasta para um país e seu povo. Aliás ainda recentemente, e em relação à exploração do lítio em Montalegre, em que são protagonistas o Galamba e o ministro Matos Fernandes, as notícias e reportagens têm contornos esotéricos e perturbadores pois «sinalizam» negociatas, amiguismos, compadrios e jeitos com certa cor política.

Não se comentando, aponta-se como curiosidade que o despacho do Galamba foi quase feito à socapa, e atribuindo a exploração a uma empresa constituída três dias antes com o capital social de 50 mil euros (O negócio envolverá milhões e milhões!... ), que, curiosamente, tem a sua sede numa Junta do PS, sendo que inexiste ainda qualquer estudo sobre o impacto ambiental. Anota-se também que a nova empresa terá resultado de um desaguisado entre dois sócios, tem com «orientador técnico» um antigo ex-secretário do governo do Costa (atingido pela «bronca» dos bilhetes para o futebol em França), sendo certo que para a prolação do despacho houve «forças» que se deslocaram a Lisboa e ao gabinete do Matos Fernandes, como o socialista e ex-presidente da Câmara do Porto, Nuno Cardoso, e o tal «ex-secretário», o que teria mesmo surpreendido o presidente da Câmara de Montalegre. Uma personagem «curiosa» para quem os pareceres sobre o impacto ambiental quanto à exploração do lítio «fazem-se depois à medida», claro, tal como natural e certamente ocorrerá quanto ao aeroporto do Montijo, onde há várias Câmaras a oporem-se!...

Mas que o negócio do lítio tem contornos perturbadores e até «cheira mal», como dizem, parece não restarem dúvidas, mesmo acerca das muitas pressões, inclusive da Mota-Engil, e «sujeiras» havidas, ficando-nos na memória o «boicote» às eleições e a contestação ao Galamba, com o grito «O povo é quem manda, não és tu ó Galamba», e a presença da GNR em Boticas. Mas o homem é um tipo prevenido e tem «amigalhaços», não sendo de se esquecer que avisou o amigo Sócrates da existência do processo contra ele. Um «amigalhaço» que agora não sabe nada, não conhece ninguém, dizendo que tudo é uma cabala e a acusação do MP uma alucinação, que vem sendo «protegido» por uma «justiça» autista, vaidosa, pretensiosa e esotérica num quadro de convenientes projecções de proteccionismo e legalismos de «algibeira».
Quanto ao Matos Fernandes, e o seu ambiente, regista-se a sua ineficiência e inoperãncia no que concerne à poluição do Douro e quanto ao que se passa no Rio Pônsul e em Vila Velha do Rodão, com a água do Rio Tejo e o comportamento do governo espanhol face ao acordo sobre as águas. «O rio Tejo não tem falta de água. Onde existe falta de água é num afluente, no rio Pônsul» (CM.1.11.19), diz ele, e toda a malta pode descansar. Falou a competência de um «odre» velho e agora é só pôr-lhe vinho novo ou melhor... água e se possível não poluída e bastante!...?

Deixa o teu comentário

Últimas Ideias

10 Dezembro 2019

Regionalizarão?

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.