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Ideias Políticas

2013-05-14 às 06h00

Francisco Mota Francisco Mota

Nos últimos dias temos assistido a uma discussão pública sobre todo o processo de expropriação dos terrenos adjacentes à Casa das Convertidas. O intui-to apressado com que Mesquita Machado desenrolou todo o processo é no mínimo estranho e duvidoso. Com a justificação de naquele local querer construir a Pousada da Juventude, não me convenceu nem a mim nem certamente à maior parte dos bracarenses.

Em primeiro lugar porque a quando do projecto da Pousada da Juventude para o convento de S. Francisco, o PS insolou-se nesta opção significando um enorme erro para o município de Braga no plano da estratégia e do desenvolvimento sustentável do nosso território, na medida em que qualquer pessoa que visite a nossa cidade e no caso particular dos jovens, muito menos, vai-se instalar no casco urbano por razões óbvias como a da mobilidade bem como pelo próprio comodismo de estar o mais perto possível de toda a dinâmica cultural, patrimonial, turística e gastronómica de Braga.

Contudo nem nada nem ninguém parou esta investida socialista, que se agarrou ao espírito orgulhosamente só, levando-nos agora a questionar de o porquê de se ter apostado num projecto que já se sabia que não era viável, acabando por se ter perdido tempo e dinheiro dos nossos impostos?

Por outro lado, aquando da apresentação e votação do plano de actividades da Câmara Municipal de Braga para este ano, que não vai há mais de quatro meses, está lá definida a aposta na pousada da juventude no Convento de S. Francisco. O que se passou para que em tão pouco tempo a estratégia de Mesquita Machado se ter desvirtuado completamente?

Ainda não menos importante, porque o PS arranca para uma expropriação, onde pretende alocar a pousada da juventude, sem que se tenha a confirmação da transferência do imóvel da Casa das Convertidas do Ministério da Administração Interna para Município, bem como o próprio financiamento, das intervenções, por fundos comunitários. Como é que é possível pensar-se adquirir terrenos para complementar uma construção num edificado que não é do município e que nem tem garantias de que irá ser?

Estas e outras reflexões ou estas e outras questões têm uma resposta simples, Mesquita Machado há muito que deixou de governar Braga e os bracarenses para governar-se a si e aos seus. Pois estes terrenos que agora pretende expropriar, com o dinheiro dos nossos impostos, há cerca de uma semana pertenciam à sua filha e ao seu genro, e ainda agora são alvo de uma dívida de cerca de quatro milhões de euros contraída por eles.

Esta forma de gerir a coisa pública é no mínimo reprovável e um verdadeiro caso de polícia, que deve ser investigado até às últimas consequências. Porque o aproveitamento do lugar de presidente de câmara para pagar dívidas a familiares é moralmente e eticamente incorrectos, bem como juridicamente condenável.
Mesquita Machado tem que abandonar imediatamente o lugar que ocupa pois não é merece- dor de Braga e dos bracarenses.
Em nome de uma Geração que deseja políticos e políticas diferentes, lhe peço: Demita-se!

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