Correio do Minho

Braga, terça-feira

Guerra aos plásticos. Já!

Sem Confiança perde-se a credibilidade

Ideias

2018-06-11 às 06h00

Carlos Pires

Na semana passada celebraram-se: o Dia Mundial do Ambiente (dia 5), este ano dedicado à luta contra a poluição pelo plástico, e o Dia dos Oceanos (dia 8), com as Nações Unidas a lembrarem que 80% da poluição dos oceanos provem das pessoas que estão em terra. Na sua página oficial a ONU lembra também que oito milhões de toneladas de plástico acabam nos oceanos em cada ano, prejudicando a vida selvagem mas igualmente a pesca ou o turismo.

Na terça-feira a ONU falava de um desafio com uma amplitude assustadora e desencorajante reverter uma situação que consiste em se consumirem no mundo, em cada ano, 5.000 milhões de sacos de plástico, com apenas uma ínfima parte reciclada. São quase dez milhões de sacos por minuto, a matarem animais marinhos, como uma baleia, há poucos dias, a destruírem praias paradisíacas (v.g. ilhas indonésias). Celebramos o Dia Mundial dos Oceanos para lembrar a todos o importante papel que os oceanos têm no dia-a-dia. Eles são os pulmões do planeta, fornecendo a maior parte do oxigénio que respiramos, dizem as Nações Unidas. E acrescentam: O objetivo do Dia é informar o público do impacto das ações humanas no oceano, desenvolver um movimento mundial de cidadãos pelos oceanos, e mobilizar e unir a população mundial para um projeto de utilização sustentável dos mares do mundo.

Caríssimo(a) leitor(a), fazer compras e evitar plásticos pode ser um desafio, mas, gostaria de partilhar convosco, trata-se de um desafio a que eu me propus, de forma implacável. Declarei guerra ao plástico e estou determinado a diminuir o seu uso e a reciclar sempre que possível, de forma a reduzir o impacto ambiental. E que batalhas travo diariamente? Em vez de garrafas de plástico descartáveis, utilizo uma garrafa reutilizável; assim como reutilizáveis são os sacos de compras que utilizo; a minha escova de dentes é feita de bambu; privilegio os produtos com embalagem pró ambiente.

E insurjo-me. Insurjo-me em todas as lojas sempre que teimam em entregar-me os produtos dentro do miserado saco de plástico. Ainda há dias, numa conhecida estrutura comercial da cidade de Braga, adquiri um livro de pequeno formato. Após pagamento, e sem sequer me perguntar se eu o pretendia, sendo certo que era visível a mochila que trazia comigo, a operadora colocou o livro no interior de um saco de plástico. Não me contive e apelei ao bom senso da senhora e à necessidade de mudar aquele comportamento. Claro está, reparei, que não fui levado muito a sério. Provavelmente porque as instruções que recebe das chefias vão em sentido diferente e também porque a maioria dos consumidores prefere trazer consigo um infindável número de saquinhos e saquetas. Ridículo!
A proteção do ambiente não se esgota no nosso comportamento individual ou nas famílias. Falta informação institucional, direcionada à consciencialização do consumidor. 

Para já, num momento em que os números relativos ao desperdício do plástico são assustadores, o mundo pode ainda ser mudado, com simples hábitos que se vão criando, por cada um de nós. A soma do (pouco) esforço de todos, no final, terá um impacto gigantesco na melhoria do ambiente, poderemos assim tornar o planeta mais sustentável e proteger as gerações futuras. Conto consigo para esta luta.

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