Correio do Minho

Braga, segunda-feira

Inovação e Empreendedorismo

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Ideias

2018-04-21 às 06h00

Vasco Teixeira

O Empreendedorismo é o principal motor da inovação, da criatividade, da competitividade e do crescimento económico. Numa Europa empreendedora, a partilha de valor, assente numa cultura organizacional de inovação aberta e baseada em redes de colaboração, contribui para criar um ambiente dinâmico associado ao investimento e ao crescimento económico.
O empreendedorismo e as pequenas e médias empresas (PME) são, particularmente para a economia europeia, a mais importante fonte de criação de emprego e de dinamização dos negócios e da inovação. São as novas empresas, em especial as PME, que geram mais novos postos de trabalho na Europa, sendo responsáveis pela criação de 4 milhões de novos empregos por ano. As cerca de 23 milhões de PME europeias representam 99,8% do total das empresas europeias e perto de 67% dos postos de trabalho do setor privado.

A Europa necessita de mais empreendedores, que criem empregos, e que contribuam para o crescimento sustentável e para uma economia mais competitiva. Enquanto nos Estados Unidos e na China, 50% dos trabalhadores preferem trabalhar por conta própria, na Europa, esse número corresponde a cerca de 37%.
A estratégia Europa 2020 identifica o Empreendedorismo e a criação de uma atividade por conta própria como um elemento fundamental para garantir um crescimento inteligente, sustentável e inclusivo. Diversas iniciativas incluem medidas destinadas a promover estas duas vertentes:
-Agenda para novas competências e novos empregos
-Juventude em movimento: iniciativas sobre educação e emprego
-Plataforma europeia contra a pobreza e a exclusão social.

Os empreendedores dispõem de vários programas da UE e iniciativas nacionais e regionais. A UE implementou e está em curso o Plano de Ação Empreendedorismo 2020. Este Plano visa: i) incluir o ensino e a prática do empreendedorismo nos programas escolares; ii) reduzir o tempo necessário para criar uma empresa, obter as devidas licenças e concluir os processos de falência; iii) acesso ao financiamento; iv) exploração das novas oportunidades de negócio da era digital; v) introduzir programas de orientação, aconselhamento e apoio a mulheres, idosos, trabalhadores migrantes, desempregados e potenciais empresários.
A inovação baseada no conhecimento é uma das principais ferramentas do empreendedor, através da qual se identifica uma oportunidade e se explora para criar um negócio ou um serviço diferenciador. Mas inovar nas empresas também significa ter uma ideia nova, ou simplesmente, aplicar ideias já existentes de uma forma original e eficaz. A OCDE distingue entre inovação de produto e inovação de processo, sendo que a primeira se refere a uma melhoria no desempenho ou o alargamento das possibilidades de aplicação de um produto ou serviço e, a segunda pode manifestar-se num melhor desempenho do processo ou dos procedimentos de logística e controlo.

A relevância da investigação científica e tecnológica, que determina muitas das inovações tecnológicas, é hoje cada vez mais considerada como fator indispensável para garantir maior competitividade das empresas e gerar crescimento económico, como foi reconhecido por todos os Estados-Membros na Estratégia Europa 2020 para o Emprego e o Crescimento, ao adotarem o objetivo de afetar 3% do PIB na Investigação e Desenvolvimento (I&D), correspondendo a 1% proveniente de fundos públicos e 2% do setor privado. A percentagem do PIB para atividades de ciência e tecnologia corresponde também a um indicador do próprio desenvolvimento dos países. Segundo dados da Comissão Europeia, atingir até 2020 a meta de investimento de 3% do PIB da UE em I&D poderá criar 3,7 milhões de empregos, e no aumento do PIB anual em 795 mil milhões de euros, até 2025.
Só uma pequena fração das empresas startups criadas em Portugal são de base tecnológica. A aposta na inovação tecnológica assim como o financiamento, que é crucial na fase inicial (prova de conceito e desenvolvimento de protótipos) deverão ser comtemplados por programas específicos. Em 2017 o ecossistema das startups portuguesas cresceu o dobro da média europeia. No último ano, as scaleups nacionais (empresas que obtiveram financiamento de mais de um milhão de dólares) conseguiram captar 115 milhões de euros em financiamento, que corresponde a 40% do total captado entre 2010 e 2016.

Portugal terá de reforçar mais efetivamente a sua aposta no investimento no Conhecimento e na Inovação como alavanca para o crescimento socioeconómico e para o desenvolvimento sustentável. O investimento na Educação e na Formação para o desenvolvimento de competências-chave é também essencial para estimular o crescimento e a competitividade: as competências determinam a capacidade do país e das suas empresas para desencadear inovação, crescimento e aumentar a produtividade. O crescimento da economia portuguesa dependerá muito da capacidade de se estimular a competitividade a nível regional. A aposta numa Região do Conhecimento e da Inovação, reforçada pelo investimento em Educação, I&D e Inovação é fundamental para o crescimento económico, competitividade das empresas e para o desenvolvimento da Região Norte. É crucial, cada vez mais, estimular maiores laços de cooperação entre as universidades e centros tecnológicos com o tecido sócio-económico para assim fortalecer a base científico-tecnológica das empresas e contribuir para a promoção da competitividade e inovação através da especialização inteligente.

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