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Institutos Politécnicos em projetos de I&D e Inovação: os lugares no pódio

Mala da Partilha – Histórias de Vida

Institutos Politécnicos em projetos de I&D e Inovação: os lugares no pódio

Ensino

2019-05-08 às 06h00

Manuela Vaz Velho Manuela Vaz Velho

A ANI- Agência Nacional de Inovação divulgou em março de 2019 um documento intitulado: Institutos Politécnicos em projetos de I&D e Inovação. Segundo a ANI o documento “pretende analisar a participação dos Institutos Superiores Politécnicos (IP) nos principais instrumentos de financiamento à I&D e à inovação disponíveis em Portugal na última década”, visando “também, contribuir para um maior conhecimento sobre a atividade dos Politécnicos, contribuindo para os objetivos do Programa de Modernização e Valorização dos Institutos Politécnicos”.
Fiquei contente ao ler o título, curiosa por saber os resultados deste estudo e um pouco desiludida após a sua leitura.

O estudo reporta a quantidade de projetos submetidos/aprovados e os valores do investimento aprovado e incentivo recebidos, no âmbito dos diversos programas financiadores nos últimos 10 anos, mas não teve em conta a dimensão de cada IP, designadamente o capital humano mais diretamente envolvido em Projetos de I&D - os docentes de cada instituição.
Citando a ANI “Entre 2008 e 2018, dos IP que participaram em projetos financiados no âmbito do QREN (SI&DT em Co-Promoção e Projetos Mobilizadores) e do PT2020, destacam-se com maiores valores de investimento o IP de Leiria (17,2 M€), o IP do Porto (13,8 M€), o IP de Bragança (5,2 M€), o IP de Viana do Castelo (3,8 M€), o IP de Viseu (3,4 M€) e o IP de Coimbra (2,8 M€)”. Em termos de investimento atribuído a ordem mantém-se.
É um facto, conforme consta do documento, que o Instituto Politécnico de Viana do Castelo detém o 4º lugar, em termos de valor de investimento e incentivo, dos IPs que participaram em projetos financiados no âmbito do QREN (SI&DT em Co-Promoção e Projetos Mobilizadores) e do PT2020 (Projetos de Investigação Científica e Desenvolvimento Tecnológico (IC&DT) e Projetos de I&DT em Copromoção), entre 2008 e 2018.

Este 4º lugar dá-me uma grande satisfação se tivermos em conta que o estudo da ANI contempla os 15 IPs Públicos, para além das outras escolas politécnicas públicas ou Institutos privados, num total de 26 instituições que apresentaram candidaturas, no âmbito dos instrumentos do QREN e do PT2020 referidos, entre 2008 e 2018.
Mas, por um lugar, não ficámos no “tradicional pódio dos medalhados”. Ficámos atrás dos IPs, de Leiria, Porto e Bragança, respetivamente 1.º, 2.º e 3.º lugares.
Todavia, se conjugarmos a informação sobre o volume de investimento e de incentivo dos projetos dos 6 Politécnicos destacados pela ANI, com o número de docentes de cada IP, podemos verificar na tabela abaixo que as posições no pódio mudam.

Agora, tendo agora em conta a “produtividade” per capita dos IPs, considerando o universo de docentes de cada IP, o Instituto Politécnico de Viana do Castelo ocupa o 2º lugar deste pódio, só atrás do IP de Leiria, o IP de Bragança mantém o 3º lugar e o IP do Porto passa para a 4ª posição.
O estudo da ANI contemplava ainda os projetos submetidos ao Horizonte 2020. Entre 2014 e 2018, são 9 os IP portugueses que beneficiam de pelo menos um projeto aprovado ao H2020, todos eles IPs públicos não integrados. O Instituto Politécnico de Viana do Castelo é um desses 9, mas aí sim, a grande vitória vai indiscutivelmente para o Instituto Politécnico do Porto com 18 das 39 candidaturas aprovadas.
O estudo da ANI reporta ainda que “o Ensino Politécnico apresenta uma tendência crescente no desenvolvimento de atividades em articulação com o tecido económico através dos programas de apoio em análise”, mas que “somente 39% dos projetos que envolvem IP e empresas partilham a mesma sede em NUTS II o que demonstra, também, que os Institutos Politécnicos possuem uma abrangência e grau de influência que vai muito além da região onde se inserem”.

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