Correio do Minho

Braga, terça-feira

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Marketing verde

Opções muito discutíveis

Escreve quem sabe

2010-10-22 às 06h00

Ana Cristina Costa Ana Cristina Costa

O intenso crescimento demográfico, tecnológico e industrial do último século originou considerações, por parte da sociedade em geral, sobre o impacto destes fenómenos na qualidade de vida das pessoas e, sobretudo, na preservação ambiental. Como consequência, estas questões começaram a exercer grande impacto sobre as preferências dos consumidores, que se passaram a preocupar mais com os seus hábitos diários e suas repercussões no meio ambiente e, também, junto das empresas, que passaram a percepcionar estas alterações como uma forma de obtenção de novos lucros e uma posição de vantagem competitiva.

Assim nasceu o marketing verde (MV), definido como as actividades desenvolvidas para gerar e facilitar quaisquer trocas com a intenção de satisfazer os desejos e necessidades dos consumidores, desde que a satisfação de tais desejos ocorra com o mínimo de impacto negativo sobre o ambiente.

Acredita-se que a emergência do MV é fruto da constatação de que as empresas passam a ser avaliadas, não apenas com base no desempenho dos seus produtos ou serviços, mas também com base na sua responsabilidade social e ambiental. É então uma ferramenta de apoio e monitorização, desde o processo de desenvolvimento, produção, entrega, até ao descarte do produto, procurando atender às necessidades e desejos dos consumidores, num contexto de responsabilidade ambiental.

Do ponto de vista das empresas, para que o MV se torne efectivo, é necessário:
- ser-se genuíno;
- educar o consumidor;
- dar ao consumidor a possibilidade de participar no processo.

Cada consumidor, enquanto elo final de qualquer cadeia comercial, tem o papel activo e responsabilidade de praticar um consumo ético, exigindo justiça no comércio, o que significa que se a sociedade civil preferir os produtos que respeitam critérios sociais e ambientais, levará o mercado a oferecê-los.

Os produtos verdes, desenvolvidos como parte de uma acção de marketing socialmente responsável, são produtos ambientalmente correctos, que não agridem o meio ambiente e a saúde humana. São, em geral, tidos como mais duráveis, não tóxicos, feitos à base de materiais reciclados e com o mínimo de embalagens possível. Ou seja, um produto verde é aquele cujo desempenho ambiental e social é significativamente me-lhor do que as correspondentes ofertas concorrenciais.

No entanto, não existem produtos totalmente ecológicos, visto que o desenvolvimento e a produção de qualquer produto geram resíduos durante o seu fabrico, distribuição e durante o próprio consumo e na fase em que o consumidor dele se desfaz.

Um estudo realizado em 2002 apontava que uma grande parcela de consumidores sentiam que os produtos verdes não funcionavam tão bem como os convencionais. Tal poderia ser verdade no início da era ambiental, no entanto, hoje em dia, e graças ao avanço da ciência e da tecnologia, os produtos verdes melhoraram bastante, sendo alguns até superiores aos seus concorrentes não verdes!

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