Correio do Minho

Braga,

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Minho Mais Forte

A força do martelo

Ideias

2014-04-03 às 06h00

José Manuel Fernandes José Manuel Fernandes

Defendo, como sempre, a política de proximidade. Não se trata de encontros ocasionais ou oportunistas. Alguns lembram-se das pessoas, do território, do Minho, apenas em época de eleições e, depois, desaparecem!
A política de proximidade tem, necessariamente, de ser exercida de forma constante. Esta é a forma de quem tem responsabilidades políticas perceber as necessidades e propor as melhores soluções.
Tal implica que o povo tenha representantes, também eles próximos e disponíveis, nos centros de decisão.
Felizmente, o Minho tem a possibilidade de continuar a ter representação no Parlamento Europeu. O Nuno Melo e eu próprio somos os únicos Minhotos em condições de ser eleitos - conforme as expectativas eleitorais já tornadas públicas pelas lideranças nacionais dos partidos e candidaturas que se apresentam a sufrágio no próximo dia 25 de Maio. Espero ver reconhecido pelos eleitores esta representação e a política de proximidade, que têm permitido valorizar e defender o nosso território, o nosso Minho.
Em tudo o que faço dou o máximo. É assim que tenho feito enquanto deputado ao Parlamento Europeu. É com ambição que aceitei disponibilizar-me para um novo mandato, determinado a dar o máximo pela nossa terra, por este Minho que todos amamos e com grandes potencialidades.
Porque entendo que todos somos necessários e importantes, tenho procurado envolver todas as forças e todos os actores, nesta missão de ajudar e contribuir para o desenvolvimento do nosso território.
Sendo eleito, continuarei a envolver as escolas, informar os agentes de desenvolvimento, defender as nossas raízes, os nossos produtos locais, a floresta, a agricultura, os têxteis e as nossas micro, pequenas e médias empresas.
A juventude continuará a ser a minha prioridade. Aliás, para além do livro ‘Sem Fronteiras’ com informação sobre todos os programas dedicados à juventude e educação, foi com sucesso que propus que a União Europeia assumisse a juventude como a grande prioridade orçamental. Estive na génese do programa europeu ‘O teu primeiro emprego Eures’, que tem como objectivo facilitar o acesso ao primeiro emprego.
Estive na negociação dos orçamentos anuais da UE e acompanhei a definição dos fundos que vamos receber. Até 2020, Portugal tem disponíveis mais de 11 milhões de euros por dia. Felizmente, o Norte tem o maior programa operacional, que aumentou em 24,8%, atingindo o montante de 3.320,8 milhões de euros.
Estive presente nos distritos de Braga e Viana do Castelo, assumindo mais de 500 intervenções públicas. Envolvi milhares de alunos em concursos que lancei e partilhei o máximo de informação sobre a União Europeia, os seus recursos e oportunidades disponíveis. E foi também nesse sentido que organizei em diferentes locais a Festa da Europa. Promovi as forças do Minho.
Em Portugal e no Parlamento Europeu, defendi com sucesso o reforço de verbas para as regiões mais pobres. Sempre me assumi claramente como defensor do mundo rural e da coesão social e territorial. Continuarei este trabalho.
Felizmente, o Minho melhorou nestes últimos anos as taxas de execução dos fundos europeus, o que nos permitiu usufruir de elevados investimentos em diferentes áreas, como infraestruturas, agricultura, investigação, apoio social. Isto representa um reforço evidente de condições de desenvolvimento e melhor qualidade de vida para as populações.
Nem sempre temos consciência que, por exemplo, as estradas por onde passamos, a água que bebemos, a erradicação das lixeiras a céu aberto, os sistemas de tratamento resíduos e de águas residuais, os lares disponíveis para a melhor assistência aos mais idosos, as creches e as escolas construídas, a formação profissional e as bolsas dos estudantes, assim como os centros de saúde e hospitais, são maioritariamente financiados por fundos europeus.
O Minho é o território com a maior diversidade concentrada do mundo. Temos aqui excelentes empresas e empresários, que se destacam no actual esforço de reindustrialização do país e de reequilíbrio da sua balança comercial, conforme reconhecidamente se comprova pelos resultados de sucesso dos sectores têxtil e calçado no mercado externo.
Beneficiamos da presença e do trabalho de grandes autarcas e de instituições de ensino superior de excelência, que têm conquistado vários prémios mundiais e assumem um papel cada vez activo e impulsionador no processo de desenvolvimento, não só da nossa sociedade, mas também da nossa economia, tendo em vista um crescimento mais inteligente, sustentável e inclusivo, conforme aponta a Estratégia Europa 2020.
A UE é um espaço sem fronteiras, de oportunidades e desafios, que se distingue pela qualidade de vida, na valorização dos direitos humanos, sociais e ambientais, mas onde queremos mais partilha e solidariedade. Uma Europa mais forte terá de significar um melhor Portugal.
Estou certo que vamos conseguir. Vamos cumprir com Portugal e com o Minho. As sinergias das forças da nossa terra vão levar-nos ao sucesso. Da minha parte, mantenho o meu compromisso, que é também uma obrigação: dar o máximo ‘Pela Nossa Terra’, ajudar a que o Minho seja cada vez mais forte.

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