Correio do Minho

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O silêncio não erra

A sabedoria do cuidar no Alzheimer

O silêncio não erra

Escreve quem sabe

2019-06-16 às 06h00

Joana Silva Joana Silva

Cada pessoa tem a sua personalidade e a sua forma peculiar e pessoal de agir perante dificuldades da vida. Os relacionamentos e convívio com outras pessoas que nem sempre desejamos ou queremos podem causar sequelas graves tanto psicologicamente como emocionalmente. Há quem reaja de forma impulsiva, há quem seja mais comedido/a nas suas atitudes perante os problemas.
Há uma expressão popular que diz que existem pessoas que no lugar do coração tem uma pedra. Talvez, esta expressão tenha como intuito explicar, que existem pessoas que se mostram insensíveis, como se nada as “abalasse”. Será verdade? Independentemente das reações de cada pessoa, ninguém é totalmente insensível. A explicação parte do facto de algumas pessoas serem mais expressivas no que respeita à expressão emocional do que “ lhes vai na alma” e outras não.

Todavia não significa que aquelas que não expressam, não sintam ou que não sofram. Com certeza que em algum momento da sua vida, já sofreu alguma deceção com pessoas que seriam muito importantes para si. Quanto mais se gosta de alguém, a dor emocional é maior. Convém referir que, as deceções não dizem só respeito aos relacionamentos amorosos.
Dizem respeito, ao trabalho, quando se “vê” reconhecimentos ilegítimos pela empresa que, por exemplo, admitem como o/a “melhor colaborador/a” aquele/a que procrastina as tarefas (ex: deixa para amanhã o que tem de ser feito hoje, ou espera que os/as outros/as lhe façam o trabalho). Diz também respeito ao social, por exemplo, às amizades em que quando necessitam, se está na “linha da frente” prontos/as a ajudar e quando necessitamos de apoio e conforto emocional , não estão para nós como estivemos para eles/as.

Pessoas impulsivas reagem no imediato, e frequentemente prejudicam a sua imagem perante os outros à sua volta. Para quê? Só se prejudicam infelizmente a elas próprias mesmo que tenham razão. Há, no entanto, quem opte por uma resposta… o silêncio! Certamente que já escutou a expressão popular que o silêncio é melhor resposta para aqueles/as que não foram as melhores pessoas para nós. É a mais pura das verdades, só que a grande maioria das pessoas não opta por esta atitude (conhece o seu potencial e força mas não a põe em prática) que protege aquele que foi a vitima e que corroí e desgasta o pensamento da pessoa que foi incorreta.
O silêncio é a atitude mais agressiva e atroz que se pode dar a alguém. Veja, o silêncio não obriga a ter comportamentos pouco acertados como chamar nomes impróprios, ou agressão etc.

A indiferença, onde o ato de não falar uma única palavra ou evitar a presença significa muito “não me interessa”, “Já não quero saber”, “Segue o teu caminho” dói e estremece mesmo os corações mais insensíveis.
Normalmente as pessoas mesmo que não reconheçam que erraram, procuram sempre respostas da outra parte: “O que aconteceu?”, “Porque deixou de falar?”, “Porque não quer ver-me?”… e são as suposições o facto de não saber mais nada da outra parte que vai causar, nervos e tensão emocional. Procuram respostas que não vão conseguir obter.
Querem ver se a pessoa foi afetada e se sente mal. Com uma atitude neutra nunca poderá saber nada.
O silêncio não é um comportamento físico ou verbal é a posição do carater. É resposta mais sábia e a aquela que não erra.

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