Correio do Minho

Braga, segunda-feira

Os novos navegadores do empreendedorismo

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Ideias

2015-09-05 às 06h00

Vasco Teixeira

Durante o mês de agosto, Portugal voltou a ser notícia na imprensa internacional pelos aspetos positivos. A prestigiada revista norte-americana Forbes assinalou que o nosso país está na linha da frente do empreendedorismo, inovação e do apoio a empresas startups.
A jornalista Alison Coleman que escreveu o artigo, especializada em empreendedorismo e pioneirismo, teceu comentários muito elogiosos a Portugal, em especial ao modo como temos conseguido ultrapassar os desafios da crise económica fazendo uso do espírito empreendedor. Escreveu que a nação famosa pelos Descobrimentos e viagens marítimas, volta às novas descobertas. Portugal é caraterizado como “famoso pelos descobrimentos marítimos, pela sua riqueza Histórica e cultural e, pelo seu agora, inspirador no modo como acolhe as empresas e apoia o investimento no empreendedorismo”.
De facto, hoje Portugal experimenta uma época de empreendedorismo e tem-se destacado em rankings de inovação e empreendedorismo, assim como no sucesso da internacionalização e capacidade de atração de grandes investimentos para as novas empresas/startups tecnológicas.
O artigo na Forbes atribui quota parte de responsabilidade pela evolução positiva do empreendedorismo em Portugal ao apoio do governo no investimento e ao trabalho desenvolvido em prol do ecossistema empreendedor português. Designadamente, com a aposta na sociedade de capital de risco Portugal Ventures e o seu fundo de 450 mil milhões de euros para apoio a startups inovadoras de base científica e tecnológica e também focadas nos setores económicos tradicionais, como projetos diretamente associados ao turismo e à expansão internacional.
A publicação refere exemplos de sucesso: a Talkdesk - que, nos EUA, conseguiu em 2015 captação de investimento de 13,4 milhões de euros, a Feedzai - cujo CEO foi na recentemente considerado um dos melhores do mundo na área de startups tecnológicas - a Veniam - que, no ano passado, angariou 3,9 milhões de investimento para a expansão nos EUA, PharmAssistant (agora Line Health) que teve parceria com a Bayer e vai agora arrancar com um teste piloto no mercado norte-americano.
A Talkdesk dedica-se ao desenvolvimento de software utilizado por empresas que integra o serviço de call center: as empresas usam a Talkdesk para criar centros em poucos minutos com os quais os clientes podem comunicar e solicitar assistência, tendo já clientes angariados em mais de 50 países.
A Feedzai afirma-se como uma empresa especializada no desenvolvimento de soluções antifraude, contando já com cerca de 60 colaboradores.
A Veniam é também destacada pela sua capacidade de transformar veículos em hotspots e pela criação do “wifi em movimento”.
No setor da saúde, a PharmAssistant conquistou a atenção da revista norte-americana com um recipiente inteligente para medicamentos, que ativa um alarme sonoro e visual nas horas de tomar a medicação.
As outras duas empresas referidas são a Cuckuu e a Unbabel. A primeira apresenta uma mistura de alarmes, lembretes e genialidade numa só aplicação e incentiva os utilizadores a passarem mais tempo em comunidade. A segunda construiu um serviço de tradução que alia a inteligência humana à artificial para gerar traduções rápidas e com qualidade.
Também em junho em outro artigo, a Forbes elegeu cinco cidades na Europa que se destacam na vaga das novas ideias de negócio, estando Portugal (com Lisboa) nessa lista que inclui Eindhoven (Holanda), Budapeste (Hungria), Lituânia e de Tallinn (Estónia).
Sem artigo na Forbes, Braga também se tem destacado no empreendedorismo e na capacidade de atração de investimento. A StartUp Braga, uma aceleradora de empresas foi uma das primeiras medidas da InvestBraga para a promoção do empreendedorismo e captação de investimento. A StartUp Braga beneficia de uma parceria com a Microsoft Ventures e visa criar um ecossistema de empreendedorismo de Braga, com uma ligação ao StartUp Lisboa.
Saliente-se que Portugal foi um dos países que mais subiu no ranking mundial da competitividade 2015, elaborado pelo IMD World Competitiveness Center. Os EUA continuam a ser o país mais competitivo do mundo. Este ranking refere como pontos fortes da competitividade portuguesa as leis e apoios estatais, assim como todos os fatores relacionados com a integração no Euro e na União Europeia. Também as startups e os procedimentos relacionados com a incubação de empresas tiveram avaliação positiva. De destacar ainda o papel da educação, a colocar Portugal no top 10 em todos os critérios da avaliação ao setor pelo IMD World Competitiveness Center.
De facto, o investimento na Educação e na Formação para o desenvolvimento de competências-chave é essencial para estimular o crescimento e a competitividade: as competências determinam a capacidade de Portugal e das suas empresas para desencadear inovação, crescimento e aumentar a produtividade. A aposta no Conhecimento e na Inovação, reforçada pelo investimento em Educação, I&D e Inovação é crucial para o crescimento económico, competitividade das empresas e para o desenvolvimento. O crescimento da economia também dependerá muito da capacidade de se estimular a competitividade a nível regional, sendo essencial o papel de programas como o Norte 2020. O Norte 2020 estimulará maiores laços de cooperação entre as universidades e centros tecnológicos com o tecido sócio-económico para assim fortalecer a base científico-tecnológica das empresas e contribuir para a promoção da competitividade através da especialização inteligente.

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