Correio do Minho

Braga, terça-feira

(Re)forma administrativa

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Ideias Políticas

2018-10-02 às 06h00

Francisco Mota

A preocupação do governo socialista, neste momento, não é de gerir o País e de corresponder aos anseios e desafios dos portugueses, mas antes assegurar o desgoverno das esquerdas unidas, nem que para isso seja necessário colocar em causa as reformas que fizemos em troca de ideologia bacoca e populismo eleitoralista. O que é realmente estratégico neste tempo é garantir os votos para um novo orçamento, nem que isso signifique "vender a alma ao diabo", como quem diz à extrema esquerda. Trazer a lume o tema da reforma administrativa, processo mais que encerrado, é simplesmente querer desviar os holofotes do palco principal para o secundário. Não se tratando de uma reforma administrativa, mas antes uma forma administrativa de iludir os portugueses com o reverso de um processo consolidado.

Aquando da assinatura do memorando da troika, proposto e assinado pelo Partido Socialista, referi que este processo iria acontecer obrigatoriamente. Acreditando que os presidentes de câmara e demais autarcas deveriam estar cientes dessa realidade, e que não propor soluções e não rever o mapa autárquico, por birra ou capricho, não iria melhorar o contexto da reforma. Aliás, caso isso acontecesse sofreriam com a régua / esquadro das entidades governativas centrais, pois seriam elas próprias a executar esta reforma. E assim aconteceu. Este processo teria que envolver autarcas dispostos e assembleias municipais conscienciosas, para que assim o caminho a traçar fosse num sentido evolutivo e de benefício para todas as comunidades.
Por estas razões, e pela necessidade de demonstrar que esta reorganização era uma oportunidade e não um problema, seria fundamental que todos os agentes envolvidos nela tivessem a predisposição da mudança, bem como de fazer mais e melhor pelas suas populações.

Volvidos pouco mais de meia dúzia de anos, o mesmo partido socialista, lança o pânico político com uma possível reversão da reforma, simplesmente para alimentar o ego do partido comunista e do bloco de esquerda. A incoerência socialista é chocante, não só pelo mal que fazem à política, mas sobretudo pelo mal que fazem ao País. Ninguém acredita que isto vá acontecer, tratando-se apenas de manobra de desviar atenções daquilo que realmente é central e estrutural na governação. Mas, ainda assim, e reconhecendo que as reformas podem ser melhoradas, sou apologista de devolver o processo aos executivos e assembleias municipais, que na altura por opção própria não se pronunciaram sobre o mapa administrativo, e que, então, possam fazer ajustes de acordo com os mesmos critérios em que os outros o realizaram.
Braga seria um dos concelhos que estaria nesta circunstância. Por opção do executivo socialista o território sofreu a régua / esquadro do poder central, mas seria oportuno reflectir com os agentes locais e ajustar o que deveria ter sido solucionado a partir de cá e não de Lisboa.

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