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Recolha e Valorização de Óleos Alimentares Usados

Igreja do Bom Jesus faz hoje anos

Escreve quem sabe

2010-06-11 às 06h00

Ana Cristina Costa Ana Cristina Costa

Após algumas utilizações, o óleo alimentar já não reúne as condições recomendadas para a saúde do consumidor e tem de ser rejeitado. Eis que surge o problema! Se for vertido pelo ralo da banca da cozinha ou pela sanita, aumenta em complexidade o tratamento dos efluentes domésticos, para além de provocar danos nas canalizações.

Então, o que deveremos fazer com o óleo alimentar usado (OAU)?
Se for recolhido separadamente, poderá ser valorizado e transformado em biodiesel, um combustível natural, menos poluente e mais barato ou sabões, graxas etc. O óleo alimentar usado (que era originalmente um resíduo) será recolhido e levado para uma unidade de valorização onde será tratado de modo a poder ser utilizado como matéria-prima (agora transformado num recurso!).

A simples atitude de não mandar o óleo alimentar usado directamente para o lixo, ou pelo ralo da banca, pode contribuir para diminuir o aquecimento global, na medida em que a decomposição do óleo de cozinha emite metano para a atmosfera. O metano é um dos principais gases que causam o efeito de estufa, o que contribui para o aquecimento da Terra.

Quanto mais o cidadão encarar o óleo como um recurso e não como um resíduo, mais estará a contribuir para preservar o meio ambiente. Uma das soluções é entregar o óleo usado a entidades que normalmente recolham os resíduos valorizáveis ou directamente a empresas que procedam ao processamento do produto. Uma das alternativas é reaproveitar o óleo de cozinha para fazer detergentes, graxas ou biodiesel. Se conseguirmos dar algum valor comercial a esse óleo alimentar usado, para que ele seja usado na produção desses novos artigos, iremos fazer com que haja um ciclo de vida desse produto, para que ele volte para o sistema produtivo e produza um bem.

Vantagens Ambientais:
- É produzido a partir de matérias renováveis, recuperando resíduos como: óleos vegetais, banhas, gorduras.
- Quando queimado, emite a mesma quantidade de dióxido de carbono que as plantas absorvem no seu crescimento.
- Resolve os problemas provocados pela descarga de óleos vegetais nas ETAR’s, tais como o entupimento de condutas.
- Permite a redução da nossa dependência externa em combustíveis fósseis.
- É mais barato, logo haverá uma diminuição das despesas associadas aos consumos de combustíveis.
- Criação de postos de trabalho.

Sabia que:
- Apenas uma gota de óleo pode contaminar centenas de litros de água potável?
- Em Portugal são deitados fora, todos os anos, mais de 10 milhões de litros de óleos alimentares usados?
Como funciona o serviço?
O produtor poderá contactar entidades que prestam esse serviço de forma gratuita e ser-lhe-á colocado à disposição um bidão de capacidade calculada em função das necessidades e, quando estiver cheio, contactará a mesma entidade e esta recolherá o recipiente, deixando outro idêntico.
Óleos que podem ser depositados:
- Óleos vegetais: azeite, soja, girassol, amendoim, milho, palma e algodão.
- Gorduras animais: manteiga ou banha de porco.
- Óleos das latas de conserva.

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