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Saúde e leguminosas

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Escreve quem sabe

2016-03-19 às 06h00

Ana Cristina Costa Ana Cristina Costa

As leguminosas são ricas em fibras, tanto solúveis como insolúveis. Sabemos quão importante são as fibra para a saúde física, além de controlar o colesterol. Entre os principais alimentos ricos em fibra solúvel temos as ervilhas verdes e os feijões. A fibra também é necessária para evitar a prisão de ventre. Os feijões têm muita fibra solúvel rica em mucilagem e 100g deste alimento proporciona até 20% das necessidades diárias.
Comprovou-se que a ingestão habitual desses alimentos pode ajudar a prevenir alguns tipos de cancro. Estudos realizados têm demostrado que as pessoas que fazem uma dieta rica em fibra têm menos possibilidades de sofrer cancro do cólon, mama ou pulmão.
Lentilhas, grão-de-bico e ervilhas são ricos em vitaminas do complexo B, que constituem as vitaminas adequadas para o bom funcionamento do sistema nervoso. Destaca-se a niacina ou vitamina B3 que, junto com a tiamina, a piridoxina e a riboflavina, contribuem para manter o sistema nervoso saudável. Essas leguminosas contêm quantidades elevadas de folato que o organismo transforma em ácido fólico (vitamina B9) cuja deficiência é responsável pelo aparecimento de sintomas de depressão ou mau humor. Entre as leguminosas mais ricas nessas vitaminas encontram-se as lentilhas.
Os feijões são especialmente ricos em vitamina C. Comer 100g desse alimento fornece 20% das necessidades diárias. As funções desta vitamina são amplas, mas uma das principais é a sua capacidade para neutralizar os radicais livres, evitando o envelhecimento celular e o aparecimento de numerosas doenças degenerativas. Além dos feijões, a alfafa germinada constitui também uma boa fonte de vitamina C.
Além disso, os feijões são ricos em vitamina A, sob a forma de betacaroteno. A vitamina A é outro antioxidante muito importante e desempenha um papel fundamental na saúde da pele, dos olhos e para controlar o desenvolvimento de células cancerígenas.
As leguminosas são ricas em minerais, especialmente, ferro, cálcio, fósforo e magnésio. É conhecida a importância do ferro na prevenção de enfermidades como a anemia.
Entre as leguminosas destaca-se a soja com um conteúdo muito próximo em cálcio do teor do leite de vaca, razão pela qual fornece todas as propriedades desse mineral. Ao mesmo tempo, é particularmente adequada para aqueles que têm intolerância à lactose. Não devemos esquecer a importância desse mineral para as pessoas que têm osteoporose, especialmente as mulheres na menopausa e homens mais velhos.
As leguminosas têm também bastante fósforo, um mineral que é muito importante para o organismo já que contribui para a formação dos ossos, e está envolvido na formação de muitas enzimas, além de ser importante para a boa saúde dos nervos e o bom funcionamento do cérebro. As favas, lentilhas e feijões são das leguminosas mais ricas neste mineral.
É considerável o conteúdo do magnésio nas leguminosas, sendo as ervilhas e as lentilhas as mais ricas. Sabemos da importância que este mineral tem na formação dos ossos e como ele contribui para a saúde do aparelho circulatório ao fluidificar o sangue, prevenindo as tromboses e ataques cardíacos, controlando a pressão arterial. Não menos importante é este mineral no metabolismo corporal.
Sob o lema “Sementes nutritivas para um futuro sustentável”, a Assembleia Geral da ONU declarou 2016 o Ano Internacional das Leguminosas (AIL) que será uma oportunidade única para estabelecer a ligação entre toda a cadeia alimentar; para que se faça uma melhor utilização dos nutrientes derivados das leguminosas; para aumentar a sua produção global, utilizando de forma mais adequada a rotação de culturas e para enfrentar os desafios que existem no comércio das mesmas. Além disso elas também são uma importante fonte de proteína vegetal para os animais. O AIL 2016 pretende sensibilizar a opinião pública para os benefícios nutricionais das leguminosas como parte de uma produção sustentável de alimentos, visando atingir a segurança alimentar e nutricional.

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