Correio do Minho

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Sócrates a Presidente ! ... Já!..

As Bibliotecas e a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável (I)

Ideias

2015-12-26 às 06h00

Borges de Pinho Borges de Pinho

Meio atordoado com a “força”, o “valor” e a “verdade” das palavras avançadas e proferidas na entrevista(?!) profusamente anunciada e conduzida por usuais serventuários, tão só nos resta solicitar que se envidem todos os esforços e se derrubem todas as barreiras, legais, penais e outras, e se leve Sócrates a presidente. Aliás sempre tal pretendeu e desejou desde a sua saída de primeiro ministro, indo até ”estudar”para Paris para “calar” os maldosos que punham em dúvida os seus curso, conhecimentos e capacidade intelectual, escrevendo (?) depois um livro e transformando-se num comentador “encartado” da RTP, impondo-se que não seja uma simples “cabala”, traiçoeira e “terrorista”, como aliás o diz, que o impeça.

Mas a “sua verdade”, estudada, empolada e “embalada” numa oratória falaciosa e de arenga fácil de modo algum retira razão ou invalida o que se pensava e escrevia a 22.1.10 e 18.2.11 no C. do Minho sob os títulos «Narizes enganadores» e «Minto, logo existo», tendo-se até transcrito A.R.Ferreira que então, numa análise caricatural de Sócrates e sua evolução, o catalogava como “um pobre campónio deslumbrado pelo poder“ que se tornou “numa figura internacional” e é agora “uma criatura falada nas grandes capitais (...), um sucesso obtido a pulso e com uma determinação inabalável: «Minto, logo existo»”. O que, reconheça-se, agora de novo se manifesta numa amacacada fabulação do princípio cartesiano ôntico e metafísico do «Cogito, ergo sum», afirmando-se pela mentira.

Aliás tendo-se como um novo “Nelson Mandela”, o de Vilar de Maçada, que mais não seria do que uma vítima grosseira de difamação e do terrorismo dirigidos pelo MP contra si, seus familiares e amigos que tão só subsistem devido a um conúbio concertado entre as autoridades judiciais (juiz C. Alexandre, procurador Rosário Teixeira, juízes da Relação e do STJ), assevera que todas as aleivosas acusações e imputações feitas não passam de uma “cabala” armadilhada contra si e o PS, a quem se queria prejudicar e até se conseguiu, pois a pretendida “consequência política já ocorreu, o PS já perdeu as eleições”.

No entanto, diga-se, apesar de deslavadamente se afirmar ser objecto de uma campanha difamatória e de terrorismo pessoal e de ser pura “verdade” tudo quanto bolçou livremente durante mais de uma hora, a mais evidente das realidades e toda uma sã inteligência nos levam forçosamente a concluir que ele nada explicou, esclareceu ou convenceu, até porque a ficção histórica das “cabalas”, muito usada por políticos, já foi chão que deu uvas e a ninguém convence.

Aliás, diga-se, também se falou em “cabala” aquando do processo dos pedófilos envolvendo figuras públicas e políticos, do PS e de outros partidos, que depois se “esgueiraram” por entre as brumas de uma ou outra operação plástica, escassez de prova ou prescrição, tendo no entanto a realidade dos factos mostrado não ter havido qualquer “cabala” já que o caso, após ter dado azo a aflições, suspiros de alívio e ao refazer de muitos posicionamentos, acabou por desaguar em acusações e condenações nada cabalísticas. Factos, peripécias e nomes que retemos em memória, como a apoteose havida no Parlamento pelo ressurgimento de um deputado detido, e que de todo já pertencem à história. Mas na presente “estória” de Sócrates.

A estar-se a viver, como diz e pretende fazer crer, toda uma “cabala” assente num processo de intenções e num quadro de uma hábil e organizada perseguição contra um ex-governante, impor-se-ia tirar daí todas as ilações e chamar à pedra os seus autores, instaurando processos ao juiz C.Alexandre, ao MP, à PGR, aos juízes Desembargadores da Relação e Conselheiros do STJ e mandando-os para Évora, Caxias, Monsanto, etc., e pôr-se um fim imediato ao processo, rasgando-se e anulando-se os muitos volumes de escutas, de diligências produzidas, de documentos recolhidos e inviabilizando-se os recursos havidos.

E claro, porque então tudo não passaria de uma MENTIRA, como ele quer e diz, impunha-se de todo em todo “esquecer” e “ignorar” os muitos milhões envolvidos, as situações esquisitas, esotéricas e inexplicáveis vividas por si, seus amigos e familiares, enfim, arquivar-se o processo, “avalizando-se” como verídico, real e “justificado” tudo quanto ele “cantarolou” com a maior desfaçatez e desplante e sem qualquer contraditório.

Aliás tido por muitos como um contumaz “fala barato” e um mentiroso recorrente que, em todas as situações menos claras, sempre soube aproveitar-se dos factos e operar “afirmações de existência”, ainda que desaguando em mentiras e e resvalando para inverdades, a grande realidade é que com toda a sua postura de tribuno ofendido, emproado e convicto de todo um “charme” no meio feminino, acólitos e apaniguados, Sócrates na verdade não passou de um mero ACTOR, com o papel bem decorado e as deixas sabidas e ensaiadas. Simplesmente não convencendo, sublinha-se:

Porque a entrevista(!?), habilmente preparada e conduzida(!?), não passou de um mero e insonso monólogo de falação única para “exportar” a “verdade” querida e “pintada” pelo “entrevistado”(!?) que usou a TV e a liberdade ( e sem qualquer “mordaça”, pasme-se!) para desferir os seus ataques, alguns bem injuriosos e difamatórios, à Justiça e a insuspeitas autoridades judiciárias no exercício de suas funções.

Um insonso monólogo de “ensaiada” defesa onde só ocasionalmente assomaram as palavras “milhões”, “fraude” e “branqueamento”, com a de “corrupção” a aflorar tão só na parte final depois de o entrevistador (?!) «ter conseguido fazer uma pergunta sobre o único pressuposto que não fundamentou a prisão preventiva” (CM 15 . 12.15). Tudo isto, note-se , no decurso de uma “exposição-explicação” que nada esclareceu e em que “Sócrates desafia os procuradores e acusa-os de terrorismo” (id.). No entanto, porque se configura como um real e perigoso «activo tóxico” da política.

Pretende manter-se “vivo”, “actuante”, “interventivo”, não se cala e sempre quis ser presidente da República, embora diga o contrário, acabe-se lá com a “cabala” com que vem enchendo a boca e dê-se-lhe já a hipótese de concorrer. Dê-se-lhe tal oportunidade, insiste-se, porque mais um ou menos um candidato tanto faz, e a sua figura, mais “cabala” menos “cabala”, nem é assim tão chocante face aos demais. Já, e em força... até porque, reconheça-se, já anda em campanha e tem estado presente em almoços, jantares, visitas, etc.

Facilmente se colherão assinaturas e surgirão personalidades para o “acompanharem” nesta regeneração e ressurreição de figura política, parlapatona, mentirosa e barulhenta. Aliás como seu mandatário nacional há que contar com o “imparável” Mário Soares («O juiz Carlos Alexandre que se cuide!»), e para outras tarefas e funções indexadas à candidatura podem figurar o Sérgio Figueiredo, o Afonso Camões, o Capoulas, os Campos (pai e filho), o Cabrita, o Santos Silva, o A.Vara, o Pinto Monteiro, a Fava, a F.Câncio, etc., sendo conselheiros jurídicos os Araújo, Delille, Roque, Rangel, P.de Carvalho, a Lança e outros “caramelos” e ficando a área económica-financeira a encargo e cuidados do amigo Santos Silva. Todos juntos, diga-se, serão suficientes para levar o “Nelson Mandela” de Vilar da Maçada, o inocente “engenheiro” e vítima da falada “cabala”, a Presidente.

E em Belém, estamos em crer, porque “amordaçado” pela Constituição e consequentemente menos falador, não nos iria maçar com mais “cabalas”, podendo usar à vontade todos os seus fatos Armani e gozar a vida como a aprecia. Perfilando-se aliás como um ”activo tóxico” para a política e o país, e porque a sua “verdade” já enjoa e cansa, todos teríamos a ganhar com ele “arrumado” e “acomodado” como Presidente.

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