Correio do Minho

Braga, quarta-feira

“Todos somos bibliotecas, todos podemos decidir”

Um ciclo que se abre

Ideias

2018-06-14 às 06h00

Aida Alves

Oslogan do Orçamento Participativo de Portugal (OPP) 2018 tem como base a ideia “A decisão é minha, o país é de todos!”, sendo que a nossa crónica de hoje parte deste pressuposto motivador à participação cidadã, sobretudo em causas ligadas às Bibliotecas de Leitura Pública.
Os leitores já ouviram falar do OPP 2018?
Citando a informação constante no site do Orçamento Participativo Portugal – II edição (https://opp.gov.pt/) “O OPP é um processo democrático deliberativo, direto e universal, através do qual as pessoas apresentam propostas de investimento e que escolhem, através do voto, quais os projetos que devem ser implementados em diferentes áreas de governação. Através do OPP as pessoas podem decidir como investir 5 milhões de euros. O OPP abrange a totalidade do território português, integrando grupos de propostas de âmbito territorial diferenciado: 1 de âmbito nacional; 1 por cada uma das áreas das NUT II (Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo, Algarve); 1 por cada Região Autónoma. Estes grupos de propostas não concorrem entre si, tendo cada um deles a sua dotação financeira. Cada região do país terá sempre assegurada a existência de projetos vencedores do OPP no seu território. Podem participar no OPP todos os cidadãos nacionais com idade igual ou superior a 18 anos, apresentando propostas e votando nos projetos da sua preferência.”
A fase de apresentação de propostas feitas por cidadãos terminou no passado dia 24 de abril, tendo agora sido aberta a fase de votação, que decorrerá de 11 de junho até 30 de setembro. A votação é feita pelos cidadãos, nos projetos do OPP da sua preferência, no site: https://opp.gov.pt/proj?#proposals-list
Os profissionais das bibliotecas de leitura pública foram motivados pelo Ministério da Cultura / Direção Geral dos Livros e Bibliotecas (DGLAB) a participarem ativamente na divulgação do Orçamento Participativo Portugal 2018, pois consideram que as 303 bibliotecas de leitura pública em funcionamento no país são espaços privilegiados no exercício de cidadania, de divulgação, muito frequentados pela população, nos quais já existem serviços de mediação no acesso à informação e ao desenvolvimento de competências literácitas a vários níveis; não só da informação, das tecnologias e da cidadania. É uma clara posição e visão do importante papel de intervenção que as Bibliotecas de Leitura Pública têm nos seus territórios. Os bibliotecários podem ser excelentes parceiros não mediação, ajudando a esclarecer dúvidas e a facilitar o acesso a serviços eletrónicos disponibilizados na Web por entidades que prestam serviços públicos.
Este ano, também as Bibliotecas de Leitura Pública foram motivadas pela DGLAB a apresentarem elas próprias propostas que ajudem reforçar o seu posicionamento no território regional ou nacional, com o intuito de elevar os níveis de literacia da leitura, literacia da escrita em Portugal.
Na área da Cultura, rubrica onde se inscrevem por norma as Bibliotecas de Leitura Pública, foram apresentados e aprovados até à presente data 151 projetos a nível regional e 79 a nível nacional. Por parte das propostas apresentadas por bibliotecas, estão a votação 7 projetos com abrangência a nível nacional e 11 a nível regional. Estão a voto muitos projetos interessantes que passam por propostas de constituição de bibliotecas em braille, catálogos coletivos bibliográficos para redes intermunicipais, criação de repositórios digitais para preservação da memória local, reforço de serviços para melhor gestão das coleções e prestação de serviços de promoção da leitura.
Dentre este conjunto diversificado de candidaturas queremos realçar a proposta avançada por um grupo de cidadãos do território da CIM Cávado (concelhos de Amares, Barcelos, Braga, Esposende, Vila Verde e Terras de Bouro), todos eles bibliotecários, que pelo sonho, avançaram com a proposta Elivro onde quiser – plataforma nacional de leitura digital (#78), que sonha com a criação de uma plataforma a nível nacional que tenha como principal objetivo apelar à leitura, num ambiente confortável e não limitado a espaços físicos. O cidadão que deseje ler, deve poder fazê-lo no seu espaço e tempo de conforto. Livre para ler onde quiser. Esta plataforma nacional de empréstimos de ebooks ainda não existe oficialmente em Portugal. A economia digital tem de evoluir para novos paradigmas e posicionar-se dentro daquele que é o interesse nacional. Havendo uma mediação especializada na leitura digital, acessível e democrática, muito serviria os interesses dos cidadãos nos diferentes grupos etários. O serviço de empréstimo deverá ser tendencialmente gratuito, sendo essencial que o serviço de empréstimo de ebooks possibilite ao cidadão leitor aceder de uma forma fácil, rápida e prática aos conteúdos existentes na plataforma, a partir de um aparelho ligado a uma rede de internet sem fios em qualquer lugar do território nacional. As bibliotecas diante deste novo serviço, deverão disponibilizar ao cidadão um conjunto de tablets ou de ereaders que possam emprestar ao domicílio, por requisição prévia à biblioteca. Pretende-se que este serviço promova e aumente os níveis de leitura em Portugal e por região, num acesso mais democrático à leitura digital, promovendo o conhecimento.
Todos somos bibliotecas, todos podemos decidir, o país é de todos. Orçamento Participativo de Portugal 2018. Não se esqueça de votar. Poderá fazê-lo online no site acima indicado, ou enviar uma sms gratuita para 3838 COM A MENSAGEM:
OPP[Espaço]NÚMERO DO PROJETO[Espaço]NÚMERO DE IDENTIFICAÇÃO CIVIL.

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