Correio do Minho

Braga, segunda-feira

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Turismo sustentável: o nosso contributo

Uma Justiça que é tão cega

Escreve quem sabe

2011-06-03 às 06h00

Ana Cristina Costa Ana Cristina Costa

O debate em torno do que permite classificar determinado destino ou empreendimento turístico como sustentável está instalado. O cuidado especial no uso dos recursos naturais (água, energia, resíduos), na forma como se promovem os produtos locais e as tradições e cultura da região, a localização do empreendimento e a forma como se enquadra na paisagem e promove os valores naturais locais, são apenas alguns dos aspectos que podemos ter em conta.

Para que a escolha se torne mais simples existem alguns rótulos e certificações que indicam os cuidados que um dado empreendimento ou serviço turístico tem com o ambiente, sendo já frequente que a este cuidado seja igualmente associado o cuidado com os aspectos sociais.

A título de exemplo é possível apontar o rótulo ecológico europeu, uma iniciativa da União Europeia ou o sistema BIOSPHERE, um galardão atribuído pela organização internacional “Instituto de Turismo Responsável (ITR)”, que está associado à UNESCO e à Organização Mundial de Turismo.

Rótulo Ecológico Europeu

Infelizmente não é fácil encontrar alojamentos que alberguem estas distinções, particularmente em Portugal. Contudo, há muito que podemos fazer durante as férias e escapadinhas para estimular um turismo mais sustentável. Desde logo:
Perguntar se têm alguma certificação na área do ambiente; peça informação sobre os aspectos que foram analisados e procure saber como poderá contribuir durante a sua estadia.

Se não estiverem certificados, podemos utilizar os inquéritos à satisfação do cliente para sugerir coisas tão simples como:
- Mudar os atoalhados e a roupa de cama apenas quando o cliente o desejar
- Instalar água quente solar
- Promover a reutilização de águas (por exemplo para as regas de jardim)
- Instalar redutores de caudal
- Utilizar doseadores e não embalagens individuais (champô e gel de banho)
- Utilizar produtos biológicos e/ou locais e/ou do comércio justo
- Utilizar produtos com o rótulo ecológico (por exemplo na roupa de cama e nos atoalhados)
- Evitar a disponibilização de produtos alimentares em emba-lagens individuais (mel, doces, manteiga, açúcar, cereais, entre outros)
- Disponibilizar informações sobre transportes públicos
- Disponibilizar ecopontos acessíveis
- Fazer compostagem dos resíduos vegetais de cozinha e de jardim

E claro, assegurar que os cuidados que temos habitualmente com o ambiente não são esquecidos durante o período de férias. Lembre-se que, com muita frequência, os locais de férias são particularmente sensíveis em termos ambientais e de grande beleza, pelo que todo o cuidado é pouco.

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