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Turismo sustentável

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Escreve quem sabe

2014-06-14 às 06h00

Ana Cristina Costa Ana Cristina Costa

O turismo é cada vez mais evidente, sobretudo o rural. Estará este crescimento associado também, a uma necessidade maior de ar puro e de contacto com o espaço natural? São várias as atividades que podemos usufruir nesta matéria, do ecoturismo, turismo de aventura, turismo científico, pedagógico, a eventos diversos. O turismo rural oferece algo que nos deixa atentos, pela maravilha e pela beleza que a natureza nos transmite, e tudo o que podemos aprender com ela. O turismo rural não é concebido dentro dos padrões da hotelaria habitual. Ao contrário, tem um clima de informalidade e de familiaridade.

O turismo pedagógico é uma ferramenta de educação ambiental que, na prática, demonstra a teoria das aulas mais teóricas. Pode ser vivenciado junto à natureza e ao campo, onde os alunos entram em contacto com a comunidade local, sentem as dificuldades das populações locais e adquirem novos conhecimentos e informações sobre o espaço rural, interagindo com os atrativos/recursos turísticos visitados.

O turismo pedagógico pode ser planeado e desenvolvido por equipas multidisciplinares formadas por especialistas em turismo e por professores de diversas áreas, visando à elaboração de propostas de atividades que incluam algum tipo de deslocação do ambiente escolar, como por exemplo, uma visita aos atrativos naturais de um município, a uma quinta, a um parque ou participação num acampamento.

O que se pretende com essa atividade é a organização de situações de aprendizagem relacionadas com os conteúdos curriculares, valores éticos e estéticos, além de atitudes formativas, tais como o desenvolvimento da capacidade de iniciativa; respeito pelos outros e fortalecimento da noção de pertença a um grupo ou a um ecossistema; experiência de autonomia; elaboração conjunta de regras de convivência, entre outras.

O ecoturismo é uma forma de turismo voltada para a apreciação de ecossistemas no seu
estado natural, com a sua vida selvagem e a sua população nativa intactos.
Embora o trânsito de pessoas e veículos seja agressivo para o estado natural desses ecossistemas, o ecoturismo contribui para a preservação dos mesmos e para o desenvolvimento sustentável das populações locais, melhorando a qualidade de vida das mesmas.

O ecoturismo é percebido pelos seus adeptos ou tende a ser promovido como:
• uma forma de praticar turismo, de pequena escala;
• uma prática mais ativa e intensa do que outras formas de turismo;
• uma modalidade de turismo na qual a oferta de uma infraestrutura de apoio sofisticada é um dado menos relevante;
• uma prática de pessoas esclarecidas e conscientes sobre questões relacionadas com a ecologia e o desenvolvimento sustentável, na busca do aprofundamento de conhecimentos e vivências sobre temas ambientais;
• uma prática menos agressiva da cultura e meio-ambiente locais do que formas tradicionais de turismo.

A International Ecotourism Society define ecoturismo como a viagem responsável para áreas naturais que conservam o ambiente e melhorem o bem-estar da população local.
É normalmente praticado em zonas protegidas pelo que os turistas são levados a cumprir um conjunto de regras predefinidas com vista à preservação dos ecossistemas no seu estado natural, da sua vida selvagem e da sua população nativa.

Os impactes são inevitáveis a partir do momento em que o ser humano, seja de que maneira for, intervém num habitat natural. A dificuldade está em conseguir conciliar desenvolvimento económico e preservação da natureza. Mas, quem gosta da natureza e reserva as suas férias ou fins-de-semana para a descobrir, respeita-a.

Por isso, o termo Ecoturismo surge associado a uma filosofia de desenvolvimento equilibrado, a uma forma de utilizar o potencial turístico do local para gerar riqueza, a par da preservação e valorização das qualidades ambientais da região.
Este verão, se vai fazer turismo, faço-o preferencialmente cá dentro… e ecoturismo!

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