Correio do Minho

Braga, sexta-feira

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“Vozes de burro não chegam ao céu”

Muro de Gelo

Ideias

2018-12-21 às 06h00

Borges de Pinho Borges de Pinho

Mas nunca fiando, pois o PAN “juntou-se à iniciativa da associação internacional PETA em ordem a deixar de se usar ditados ou adágios populares com referências a maus tratos a animais”(CM, 9.12.18), e André Silva, que vem subindo nas sondagens, é bem capaz de propor uma lei em conformidade. Até porque «burro velho não tem emenda» e no parlamento, “infiltrado por um número relevante de chico-espertos” (CM,12.12. 18), vêm-se “cevando” aldrabões, «ovelhas ranhosas» e figurões que só vivem para os euros, as subvenções, subsídios, despesas, ajudas de custo, viagens e falcatruas com “presenças” e “assinaturas” a preceito, e ainda de “convenientes” residências, deslocações, comissões e participações. Transformando o parlamento numa “lixeira” onde as porcaria, mentira, falsidade e “lixo” se vêm acumulando ao longo do tempo, não havendo pás nem “almeidas” bastantes para o remover e ninguém aparece que saiba «agarrar o touro pelos cornos» e resolver o problema.

Que até seria simples e fácil, num «matar dois coelhos de uma cajadada», reduzindo-se o número de deputados, fixando-se de forma clara seus direitos e obrigando-os a ser mesmo representantes do povo e não apenas figurões para terem “cadastro” social, subir na vida e “safar-se” economicamente. E com um só tiro punha-se fim a muita gentalha inútil, eliminar-se-ia “lixo”, elevar-se-ia o nível do parlamento e poupar-se-ia dinheiro ao Estado. Além do mais porquanto, pois «morto o bicho acabou-se a peçonha», impedir-se-ia tais figurões de «fazer gato sapato» do povo, já muito “derreado” com impostos, impondo-se apenas que nas eleições houvesse cuidado e critério nas escolhas e votos. Aliás os tempos não permitem loucuras e o povo, porque «gato escaldado de água fria tem medo», não esquecerá facilmente as agruras que vem padecendo, para mais sabendo bem que «quando o mar bate na rocha quem se lixa é o mexilhão», e mudanças... só «quando a galinha tiver dentes». É certo que «quem tem cu tem medo», mas os políticos, deputados, governantes safam-se sempre quando seria mais justo que «quem comeu a carne que roa os ossos», embora na política, dada a sua natureza, é usual e sabido que «um político pobre é um pobre político», como disse o PR Gonzalez do México (vide Rentes de Carvalho, “Domingo”, CM de 9.12.18).

Sabe-se que por norma um político não quer nem gosta de pensar porque o povo diz que «a pensar morreu um burro», e receia sempre a sua morte sócio-económica-política. Mas tal nunca o impede de falar e prometer, esquecido de que «pela boca morre o peixe». Claro que «peixe não puxa carroça», seja robalo ou sardinha, tal como as palavras e promessas ocas não convencem nem arrastam ninguém, e daí que surjam críticas, fracas audiências, curtas votações, péssimos governos e até processos-crime porque muitos poíticos não olham a meios para atingir fins e esquecem o conselho de «não vendas a pele do urso antes de o matar”. Depois, naturalmente, há insucessos, vergonhas e ... condenações. Aliás todos querem subir ao “poleiro” do poder, sejam “garnizés”, “galinhas” ou “galos”, mas com a problemática do género, o forte ruído do feminismo e a inevitável derrocada do machismo tudo mudou e mingou e... até a “certeza”!... Como conselho o povo diz que «à galinha que canta como galo corta-lhe o gargalo», mas a realidade mostra-nos muitas “galinhas” no poleiro do poder, e algumas «com pêlo na venta». Assim, pois «o seguro morreu de velho», há que ser prudente, evitar surpresas e decepções e, sobretudo, «não confundir alhos com bogalhos».

Aliás no mundo global de generalizada estupidificação e lunáticas ideias, será sempre mais prudente e preferível dizer-se «cheiras a rosa» do que «cheiras a cavalo», como ironizou Miguel Tiago, ex-deputado do PCP (CM, 9.12..18), assim se evitando chatices, problemas e más vontades, sem se esquecer que «com vinagre não se apanham moscas» . No entanto impõe-se estar sempre «de pé atrás» e com a «pulga atrás da orelha», pois há a hipótese de nos quererem «fazer gato sapato», sendo aliás importante lembrar que «mais vale ter um pássaro na mão do que dois a voar» (o Costa já falou em vacas a voar...) e continuar a perseguir os próprios sonhos. Na vida, na verdade, se «a cavalo dado não se olha o dente», será sempre útil e natural que «quem não tem cão cace com gato» para sobreviver e atingir seus objectivos, embora nem sempre seja verdade que «cão que ladra não morde». Há que ter cuidado e estar atento a tudo o que o rodeia, cão e outros “animais”, já que o povo diz, na sua experiência, que «enquanto se canta não se asssobia», o que se aplica a todos, políticos e governantes, e até à mulher de César a quem «não basta sê-lo mas também parecê-lo». Aliás o povo, com uma vida difícil e árdua, nunca deve desistir de lutar pois «água mole em pedra dura tanto dá até que fura» e «não há bem que não acabe nem mal que sempre dure». Nem sistema político, nem governo!...

Mas se é certo que «a esperança nunca morre» e que «trabalhar com gosto não cansa», há que confiar no Amanhã e acreditar que as “vozes” de burro nunca chegam ao céu, apesar do seu número. Segundo a Bíblia deve dar-se a César o que é de César mas ao açoriano do PS, o único que conhecemos, tal é impossível pois já tem tudo. Lata, conversa, arrogância, arte e habilidade política e ... até conseguiu pôr em lugares rentáveis da política e governação muitos familiares. Aliás poder-se-ia pensar nos seus cães e gatos, trazendo-os para o continente e dando-lhes “específicas tarefas” em órgãos do poder, com ajudas de custo e subsídios de insularidade. Claro que os cães e gatos podem trazer problemas, como já ocorreu com os cães dos ministros Cabrita em Santarém, mas a solução é afastá-los das fardas da GNR e usar trela. Se isto não for contra o pensar do Silva e do PAN, e os próprios cães no exercício da sua cidadania animal a tal anuirem, até porque face ao momento actual qualquer dia vamos ter cães a ladrar no parlamento, onde já há muito animal miando, rugindo e grunhindo, etc., e as pessoas nas casotas a fazer as tarefas dos ditos. Os políticos, claro, esses teriam trelas especiais para se distinguirem, que não seriam de couro mas em napa!...

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