Inovação social é a nova arma de combate às desigualdades num mundo globalizado

Nacional

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Isabel Vilhena

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Num mundo globalizado, a grande arma para combater as desigualdades profundas cria-das por este fenómeno global é criar políticas de inovação social. A ideia-chave defendida ontem pelo Comissário Europeu, Carlos Moedas, na apresentação do livro ‘A Economia Social em Portugal’, da autoria do deputado ao Parlamento Europeu José Manuel Fernandes, que teve lugar no auditório da Santa Casa da Misericórdia do Porto.
“Essa arma que é a inovação é uma arma de grande poder para mudar o mundo, sobretudo quando falamos de inovação social. A inovação social é algo que é novo e útil, ou seja, ideias novas que funcionam e que criam valor social”, defendeu Carlos Moedas.
Neste caminho da inovação social como resposta ao problema das profundas desigualdades através da criação de valor social, o Comissário Europeu apontou três pontos fulcrais para os próximos dez anos: a área digital; a centralidade no utilizador/pessoa; e investimento. “O digital está a transformar o mundo e permite-nos criar produtos mais baratos em maior escala e melhores. Também a centralidade na pessoa, em que o utilizador é o criador da inovação e na inovação social ainda é mais acentuado. Do ponto de vista do investimento podemos falar de investimento mais justo. O mundo dos mercados está a mudar por força das pessoas e o que necessitamos, cada vez mais, na Europa é do ‘Capital de Paciência’,

que saiba esperar por esta inovação. E nesse sentido, a Comissão Europeia está a trabalhar no fundo especial para isso”.
A apresentação da obra esteve a cargo do eurodeputado e vice- presidente do PPE, Paulo Rangel, que sublinhou que “a economia social é uma amostra de que vai ser a sociedade do futuro, muito mais complexa e mais em rede”, referindo-se ao livro de José Manuel Fernandes “como uma profecia que se cumpre a si mesma. O próprio livro é a expressão de uma inovação social porque ele é socialmente inovador”. Paulo Rangel classifica-o como um excelente guião para os protagonistas, quer na economia social, quer na inovação social. “Se por um lado faz o enquadramento teórico do que é a economia social, mas depois faz também uma recolha de dados que é difícil reunir”. O eurodeputado Paulo Rangel apontou algumas fraquezas das instituições sociais que se resume à ideia de profissionalização. “Esta falta de profissionalização cria muitos entraves ao nível do financiamento porque hoje exige alguma formalidade, certificação que, às vezes, o assistencialismo mais espontâneo não e capaz de chegar lá”, lembrando que “há 1250 milhões de euros de fundos disponíveis, advertindo que para aceder é preciso estrutura para isso”. Paulo Rangel resume o ensinamento que retirou deste livro como a “sustentável leveza da economia social”.

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