Miguel Alves: hoje é um dia de contentamento para todos quantos gostam verdadeiramente de Vila Praia de Âncora”

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O lançamento do concurso que compreende a construção de uma Passagem Inferior Pedonal na Linha do Minho, na zona da Travessa do Teatro, em Vila Praia de Âncora foi realizado hoje, dia em que a Câmara Municipal e a IP assinaram também o respetivo protocolo. A obra vai custar cerca de meio milhão de euros e culmina um longo processo de negociação iniciado por este Executivo, que assim responde, da melhor forma, aos anseios e à luta da população da Vila. Como referiu Miguel Alves, “hoje é um dia bom para Vila Praia de Âncora”. A cerimónia decorreu num espaço municipal junto à Linha do Minho, precisamente no local onde a passagem vai nascer, na presença do ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, e dos secretários de Estado das Infraestruturas e do Desenvolvimento e Coesão, respetivamente, Guilherme Oliveira Martins e Nélson de Souza.

“Hoje é um dia bom para Vila Praia de Âncora. Hoje é um dia de contentamento para todos quantos gostam verdadeiramente da sua terra, de todos aqueles que sabem que se cumpriu um anseio antigo da população. Hoje, quem tem responsabilidade política e é livre, não subjugado a valores menores, comparece e alegra-se com esta enorme vitória de todos os ancorenses: hoje celebramos o protocolo que tornará realidade a ligação pedonal sob a Linha do Minho junto à Travessa do Teatro, uma vitória do povo que muitos não acreditavam ser possível”, referiu o presidente da Câmara no início da sessão.

Recorde-se que está em causa uma grande aposta a nível nacional. As obras de modernização e eletrificação da Linha do Minho, entre Nine e Valença vão custar 83,2 milhões de euros. O ministro Pedro Marques lembrou que a região espera “há décadas” por estas obras, que vão permitir, nomeadamente, reduzir o tempo do trajeto e baixar entre 20 a 30 por cento o custo médio dos fretes de carga.

Para Vila Praia de Âncora e para o concelho é um sonho que se torna realidade, depois do desinvestimento do Governo anterior na ferrovia e do corte de relações da Câmara de Caminha com a REFER, em 2013. Nessa altura, lembrou Miguel Alves, o Município cometeu “o seu maior erro ao longo de todo este processo: optou por insultar e cortar relações com a REFER quando era com a REFER, naquele momento, com quem mais deveria dialogar para encontrar uma solução. Acabámos 2013 de relações cortadas, sem um compromisso, sem uma decisão, sem uma solução para Vila Praia de Âncora. Nada. Não havia nada acordado entre a Câmara Municipal de Caminha, a REFER ou o Governo. Mais: não havia diálogo, por vontade de quem geria o Município”.
Reatar as relações com a REFER “de modo a recuperar uma relação institucional ferida pelas ofensas e pelo corte de relações”, já que estava em causa o bom nome de Vila Praia de Âncora e do concelho de Caminha, foi uma preocupação do presidente da Câmara desde o primeiro momento em funções. O diálogo firme com o Governo e a empresa, mas também “sereno e razoável” (como o classificou o ministro hoje à tarde), acabou por conduzir à obra, que vai iniciar-se no quarto trimestre deste ano.
“Hoje, estamos aqui, porque a população de Vila Praia de Âncora foi heroica na resistência e na fidelidade aos seus princípios. Hoje não há quem não lembre um super-herói de capa e espada que, a coberto da noite, quis deixar a sua marca nos muros que separavam a Vila mas, a verdade, é que a vitória, esta vitória é, sobretudo, dos heróis anónimos que todos os dias lutam para educar os seus filhos, para cuidar dos seus netos, para honrar os seus pais e orgulhar os seus avós. Os heróis que são Vila Praia de Âncora até à mais pequena célula da sua forma de ser e que se mobilizaram, desde o primeiro dia, para inverter uma decisão que levantou muros onde era necessário encontrar soluções e respostas”, concluiu Miguel Alves.

Vila Praia de Âncora em alta

Este investimento na Travessa do Teatro, vultuoso do ponto de vista financeiro mas também altamente simbólico, junta-se a outros que recentemente têm contribuído para valorizar a Vila, numa dinâmica que não para e que vai continuar já nos próximos dias. Até ao final deste mês, “vamos avançar com o maior investimento em termos de financiamento direto da autarquia, que é a obra do Nó da Erva Verde, empreitada fundamental para ajudar a resolver o problema do escoamento de águas pluviais nesta vila em anfiteatro e que vai qualificar urbanisticamente o coração da nossa terra”, anunciou Miguel Alves.

Recordou também a recuperação da Bandeira Azul para a Praia das Crianças. “Nunca, o concelho, teve todas as suas praias com Bandeira Azul em simultâneo como nos últimos dois anos. Esta é uma realidade que, neste verão, queremos replicar”, sublinhou o presidente.

Lembrou ainda a zona envolvente do Dólmen da Barrosa que está, neste momento, por vontade da população que se mobilizou no Orçamento Participativo de Caminha, a ser recuperada depois de muitos anos de abandono ou maus tratos.

Outro exemplo de dinamismo e cooperação é o trabalho conjunto com os Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora, que permitiu recuperar o Cineteatro, fechado e a apodrecer há mais de uma década.

Das obras em curso ainda, destaque para a ecovia, que vai unir toda a freguesia de Vila Praia de Âncora, fazendo agora a ligação com Moledo e avançando mais para o verão com a ligação à freguesia de Âncora, que incluirá a construção de uma nova ponte pedonal sobre o rio.
“Este bom momento de investimento municipal em Vila Praia de Âncora é, agora, acompanhado por este investimento público de meio milhão de euros que o Governo e a IP decidem fazer nesta Travessia Pedonal. Isto, ao lado dos fundos comunitários que a autarquia já garantiu para reabilitação da zona da Sandia - mais de 800 mil euros - para a qualificação do caminho de Santiago que passa por esta que é a maior Vila do concelho - 230 mil euros - mais os 300 mil euros que custam a ecovia, os 650 mil euros que esperamos garantir para a dragagem do Portinho ou a compromisso assumido há pouco de que teremos novas obras na nossa Escola Básica e Secundária de Vila Praia de Âncora de modo a contruir mais duas ou três salas para albergar o crescimento de alunos que teremos para o próximo ano, não deixam margem para dúvidas sobre o modo como o Governo cuida e investe em Vila Praia de Âncora”, disse Miguel Alves. E, continuou, “contra factos, contra estes factos, só mesmo a cegueira e a partidarite que coloca o bem-estar das pessoas em segundo plano é que arranjam argumentos”.

Turismo no concelho em franca evolução

Alargando o seu discurso ao concelho, o presidente da Câmara afirmou que, apesar das dificuldades, o concelho de Caminha “está em boa forma”. Miguel Alves referia-se sobretudo ao incremento do turismo, patente nos números oficiais recentemente divulgados.
Segundo o INE, o número de turistas no concelho de Caminha cresceu 35% em 2015, batendo todos os recordes e colocando o Município como o segundo do distrito na atração de visitantes e o sexto de toda a região do Minho.

De acordo com os números mais recentes das nossas unidades hoteleiras, o número de dormidas cresceu 12% em janeiro e fevereiro de 2017, quando comparado com os mesmos meses do ano passado e o número de reservas para o que resta para este ano é já 100% superior ao número de reservas que existiam, nesta data, há um ano, para todo 2016.

Também a evolução do emprego é positiva. Nos últimos três anos, o número de desempregados diminuiu 40% no concelho de Caminha. “Tínhamos mais de 1000 pessoas desempregadas quando chegamos e uma emigração desenfreada que, nestes anos também, desacelerou”, sublinhou Miguel Alves.

O presidente revelou ainda que, tendo sido publicados hoje os números do IEFP para o concelho de Caminha, a situação é positiva mais uma vez: de janeiro de 2016 para janeiro de 2017, o número de desempregados desceu 15,7%. Há menos 114 desempregados no nosso concelho agora do que havia, exatamente, há um ano atrás.

*** Nota da C.M. de Caminha ***

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