Papa Francisco distingue Fátima e canoniza os pastorinhos

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José Paulo Silva

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O papa Francisco oferece a terceira Rosa de Ouro ao Santuário de Fátima quando chegar à Capelinha das Aparições, esta tarde, na primeira paragem da sua peregrinação. O Papa está hoje e amanhã em Fátima para celebrar o Centenário das Aparições e canonizar os beatos Francisco e Jacinta Marto. “Preciso de vos ter comigo. Preciso da vossa união para o meu ‘bouquet’ de flores, a minha Rosa de Ouro, formando um só coração e uma só alma”, referiu Francisco numa mensagem aos portugueses.

A Rosa de Ouro é distinção que os papas atribuem a personalidades, santuários, igrejas ou cidades, em reconhecimento e recompensa por serviços prestados à Igreja ou a bem da sociedade”.
O Santuário do Sameiro, em Braga, recebeu uma Rosa de Ouro, a 8 de Dezembro de 2004, atribuída por João Paulo II, “por ocasião do centenário da coroação da imagem de Nossa Senhora.
Francisco é o quarto Papa a visitar Fátima, depois de Paulo VI (1967), João Paulo II (1982, 1991, 2000) e Bento XVI (2010).

A postuladora da Causa da Canonização de Francisco e Jacinta, irmã Ângela Coelho, destacou ontem a ligação da “cura” da criança brasileira “por intercessão” dos pastorinhos à História de Fátima.
“Pela Congregação das Causas dos Santos foi-nos dito que tínhamos de esperar algum tempo, precisamente para verificar a durabilidade da cura”, explicou Ângela Coelho, realçando que, “ao longo destes meses em estudo do processo”, houve elementos, “dentro daquilo que é a História de Fátima”, que a deixou comovida.

O primeiro é o facto de tratar-se de uma criança, o Lucas, que tem uma irmã, Eduarda, tal como Francisco e Jacinta. “O Lucas cai e é, precisamente, uma comunidade de carmelitas que vai rezar, pedindo com a intercessão do beato Francisco e da beata Jacinta”, declarou a religiosa, referindo, ainda, que quando a criança acorda pergunta imediatamente pela irmã.

É inútil saudar o Papa se a nossa vida anda longe do que ele ensina

“É inútil saudar o Papa se a nossa vida anda longe daquilo que ele ensina e da grande revolução que quer trazer à Igreja”, declarou ontem ao ‘Correio do Minho’ o arcebispo primaz de Braga, D. Jorge Ortiga, à partida para o santuário de Fátima, onde vai acompanhar a visita do Santo Padre.
O prelado bracarense expressou o desejo de ver Portugal “revigorar a comunhão com o Papa Francisco e com as suas mensagens carregadas de um sentido muito grande de reforma da vida das pessoas e das comunidades”.

A visita do Papa deveria constituir, segundo D. Jorge Ortiga, “um apelo a que acreditemos que a nossa vida pode ser melhor, mais simples e mais apaixonada pelos pobres”.
O arcebispo de Braga, que participa na recepção ao Papa, hoje à tarde, no terço e procissão de velas, à noite, e, amanhã, na missa da peregrinação do centenário das aparições de Fátima, salientou a prioridade dada por Francisco ao acolhimento “dos mais velhos, dos mais frágeis e dos descartados da sociedade”, pelo que os católicos deverão também corresponder a esse propósito do Papa nas comunidades onde estão inseridos.

“Importa conhecer essas pessoas descartadas mas que têm vergonha de se apresentar”, considerou o arcebispo, que conheceu pessoalmente Mário Bergolio, então arcebispo de Buenos Aires, em 2007, numa Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe.
Desde 2013, ano em que Mário Bergolio é eleito 266.º Papa da Igreja Católica, os dois encontraram-se por diversas vezes, recordando Jorge Ortiga com especial gratidão uma audiência que Francisco lhe concedeu a propósito do processo de canonização de Frei Bartolomeu dos Mártires. O arcebispo pediu a dispensa de apresentação de milagre para o reconhecimento da santidade do antigo arcebispo, algo a que o Papa acedeu.

Logo que Francisco revelou o desejo de visitar Portugal, o arcebispo bracarense convidou-o a passar por Braga. D. Jorge compreende que tal não se tenha concretizado, atendendo ao critério do Papa de realizar “viagens curtas e só com um objectivo. As menos de 24 horas que estará em Portugal constituem apenas “viagem de peregrino”.

Na véspera de novo encontro com Francisco, o arcebispo primaz de Braga confessa que “quando o Papa se aproxima de nós, intensifica-se o sentimento de comunhão com uma pessoa que amamos e que nos interpela”.

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