Arranca a Fase Bravo e já houve seis mil incêndios

Casos do Dia

autor

Teresa M. Costa

contactar num. de artigos 2397

Inicia-se hoje a Fase Bravo do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) de 2017 depois de um Inverno e de uma Primavera com cerca de seis mil fogos e uma área ardida superior a 11 mil hectares.
A segunda fase mais crítica, que se prolonga até 30 de Junho, mobiliza 1.561 equipas compostas por 6.607 operacionais e 1.514 viaturas, segundo o DECIF de 2017.
No próximo mês e meio vão estar ainda operacionais 32 meios aéreos e 72 postos de vigia da responsabilidade da Guarda Nacional Republicana.

O DECIF deste ano tem como novidades um reforço de meios para combate a incêndios florestais nos distritos de Braga e Viana do Castelo, colmatando assim uma deficiência sentida em 2016, anunciou o Ministério da Administração Interna.
O dispositivo deste ano conta também com a integração de uma força com 1.380 militares, que receberam formação específica para participar nas ações de rescaldo e vigilância do rescaldo, de forma a libertar os bombeiros para outras operações.

Outras das novidades passa pela inclusão de um helicóptero de coordenação, destinado a acções de coordenação aérea e reconhecimento.
O objectivo é ter um helicóptero a observar a dimensão e as frentes de fogo, quando as chamas estiverem a ser combatidas por vários meios aéreos, ajudando no posicionamento do ataque aéreo e no posicionamento dos meios terrestres.

Segundo avançou à agência Lusa a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), entre 1 de Janeiro e 9 de Maio deflagraram 5.983 incêndios florestais.
No ano passado, de acordo com relatórios do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), tinham deflagrado 985 fogos florestais, no período homólogo, o que significa que o número de incêndios aumentou este ano seis vezes em relação a período idêntico de 2016.
A aérea ardida aumentou por sua vez 30 vezes este ano face ao mesmo período de 2016.

“Onze mil hectares ardidos até hoje é algo preocupante. O ano passado foi muito mau em termos de incêndios e, no período homólogo, tínhamos 360 hectares ardidos. É uma diferençazinha um pouco assustadora”, disse o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, a 27 de Abril.
O período mais crítico de incêndios corresponde à Fase Charlie que decorre entre 1 de Julho e 30 de Setembro, com os meios na capacidade máxima.

vote este artigo


 

Comente este artigo

Faça login ou registe-se gratuitamente para poder comentar este artigo.

comentários

Não existem comentários para este artigo.

Últimos artigos das categorias relacionadas

Tempo

Classificados

Edição Impressa (CM)

Edição Impressa (MF)

Newsletter

subscrição de newsletter

mapa do site

2008 © todos os direitos reservados ARCADA NOVA - comunicação, marketing e publicidade, S.A. | concept by: Cápsula - soluções multimédia