Responsabilidade social é desafio das instituições de ensino superior

Ensino

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Teresa M. Costa

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A secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Fernanda Rollo, desafiou ontem as instituições de ensino superior a produzirem conhecimento para a sociedade, tendo em vista o desenvolvimento sustentável do planeta e o bem-estar das pessoas”.

A governante falava na sessão solene que assinalou o 31.º aniversário do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) e que contou, entre outros convidados, com o presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, José Maria Costa, além do presidente do IPVC, Rui Teixeira; do presidente do Conselho Geral do Instituto, Francisco Araújo, e do presidente da Federação Académica do IPVC, Pedro Magalhães.

“De que serve o conhecimento se não for devolvido à sociedade?” questionou Fernanda Rollo, aludindo ao contexto de co-responsabilização inerente aos conceitos de ‘ciência aberta’ e ‘inovação aberta’ para reforçar que “o conhecimento é de todos e para todos”.

Para a secretária de Estado, a “responsabilidade é um dos desafios mais complexos das instituições de ensino superior” e, no que toca a responsabilidade social, “poucos a têm na agenda como o IPVC” reconheceu, exemplificando com o programa mais amplo ao nível da acção social directa com uma cobertura superior a 40 por cento e com a “atitude pioneira e inovadora de ter um Conselho Ecónomico e Social” que considera “uma coisa notável”.
Outro desafio é aprofundar o trabalho colaborativo, apontou Fernanda Rollo.

Neste domínio, o presidente do IPVC deu conta da criação de redes nacionais, até porque “muitos problemas são comuns”.
Rui Teixeira garante que estas redes estão a ser construídas “em profunda interacção com a comunidade” e refere o investimento de “milhões de euros em projectos de interacção com a comunidade”.

O presidente do IPVC centra os objectivos da instituição na alteração da condição humana - primeiro na região e depois no país - e pelo aumento da riqueza disponível. “Podem parecer objectivos pouco pedagógicos ou científicos, mas são os que queremos atingir e queremos fazê-lo com as câmaras municipais, com aos alunos e com as instituições da região” assumiu.

IPVC cresceu em número e qualidade e está pronto a ‘casar’ com a comunidade

Em 31 anos, o Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) cresceu em alunos e instalações físicas e também em termos qualitativos com quase 90 por cento do seu corpo docente doutorado. “Foi talvez o maior esforço institucional e conseguimos isto com equilíbrio financeiro”, afirmou ontem o presidente do Instituto, Rui Teixeira, na sessão solene do 31.º aniversário realizada em Viana do Castelo.
Rui Teixeira assume que o “grande percurso” do IPVC foi “porque encontramos instituições e líderes à altura de fazer connosco os acordos e conexões necessárias”.

O presidente do Conselho Geral do IPVC, Francisco Araújo, alertou para a “doença crónica” que afecta o Instituto: o subfinanciamento da tutela, que só é contrabalançado pela “maior dinâmica” da instituição.
Francisco Araújo revelou que o Instituto “está atento às oportunidades que o modelo fundacional pode trazer” e que exige alterações estatutárias e aponta o IPVC como “um património valioso da região que se dedica a qualificar o seu bem mais precioso que são as pessoas”.
Na mesma sessão, o presidente da Federação Académica do IPVC, Pedro Magalhães, defendeu a criação de um novo órgão de organização da política educativa aberto a toda a comunidade.

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