Hugo Soares candidato à liderança da bancada do PSD no Parlamento

Nacional

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José Paulo Silva

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O vice-presidente da bancada do PSD na Assembleia da Repúblic, Hugo Soares, confirmou ontem que é candidato à liderança do grupo parlamentar social-democrata, na sequência de “inúmeras manifestações de apoio”. O deputado eleito pelo círculo de Braga declarou que “convocadas que estão as eleições para a direção parlamentar do PSD para o próximo dia 19 de Julho, decidi liderar e apresentar uma lista candidata a essas eleições, na sequência das inúmeras manifestações de apoio que recebi de colegas.”
Na passada quinta-feira, dirigentes sociais-democratas tinham avançado que Hugo Soares deveria ser candidato à liderança da bancada.
Em comunicado à imprensa, Hugo Soares promete ficar em silêncio até ao debate do Estado da Nação, que se realiza na próxima quarta-feira, dia 12 de Jul- ho, e diz que iniciará depois “as diligências necessárias” à concretização da candidatura.
Antes da nota à imprensa, Hugo Soares já tinha enviado um mail aos deputados do PSD no qual explica que decidiu avançar depois de “uma reflexão pessoal”, mas também em respostas a estímulos que diz ter recebido “de um conjunto muito alargado de colegas”. O actual vice-presidente diz sentir-se preparado para continuar “uma oposição coerente, responsável e acutilante”.
“E faço-o porque sinto ser meu dever tudo fazer para voltarmos a eleger o presidente do PSD como primeiro-ministro de Portugal”, afirmou.
As eleições para a bancada social democrata foram anunciadas na quinta-feira de manhã, na reunião do grupo, pelo líder parlamentar, Luís Montenegro, que não se pode recandidatar por ter atingido o limite de mandatos previsto nos estatutos do PSD.

No âmbito da comissão parlamentar de inquérito à recapitaliazação da Caixa Geral de Depósitos, Hugo Soares entrou em polémica com o presidente da Assembleia da República e chegou a acusar Ferro Rodrigues de colocar em causa “o regular funcionamento do Parlamento” ao rejeitar o alargamento do objecto da comissão.

O actual ‘vice’ da bancada social-democrata destacou-se quando, no final de 2013, ainda líder da JSD, foi o primeiro subscritor de um referendo com duas perguntas, uma sobre coadoção e outra sobre adopção de crianças por casais do mesmo sexo, que foi aprovado no parlamento com os votos do PSD e a abstenção do CDS-PP, mas depois foi declarada inconstitucional pelo Tribunal Constitucional, em Fevereiro de 2014.

Na reunião da bancada de quinta-feira, o presidente do PSD, Passos Coelho, frisou já ter trabalhado com dois presidentes da bancada, referindo-se a Miguel Macedo e Luís Montenegro, dizendo que não se envolverá neste processo. Passos Coelho remeteu a responsabilidade da escolha do líder parlamentar para os deputados e assegurou que “a direcção trabalhará com que for o escolhido”

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