Início dos trabalhos no Castelo de Montalegre

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O castelo de Montalegre vai sofrer uma profunda remodelação indo ao encontro de uma velha aspiração do executivo municipal e, por arrasto, de todos os barrosões. A intervenção arqueológica arrancou esta segunda-feira, facto que marca o arranque oficial da operação 'Castelos a Norte'. Este projeto visa intervir nos castelos raianos da região Norte: Montalegre, Monforte de Rio Livre (Chaves), Outeiro (Bragança), Mogadouro e Miranda do Douro. Referir que a Direção Regional de Cultura do Norte (DCN), explicou que os projetos de revitalização incidem sobretudo em ações de recuperação, divulgação e promoção turístico-cultural. Pretende «potenciar o usufruto dos monumentos pela população local e pelos turistas que acorrem à região cada vez em maior número». O conjunto de cinco castelos abrangidos por esta operação «constituem um valor patrimonial, histórico e artístico relevante, tendo em consideração o ponto de vista da arquitetura militar, do património ou da sua própria história, que se confunde com a história de Portugal». Dizer que estes monumentos foram fundados na Idade Média, no início da nacionalidade, e, para a direção regional, «tiveram um papel importante na organização territorial e na proteção da fronteira nacional». A DRC Norte referiu ainda que estas fortificações com origem medieval foram objeto, ao longo dos séculos, de obras de manutenção e adaptação, nomeadamente à utilização de armas de fogo a partir do século XVI com a construção de fortificações abaluartadas. 'Castelos a Norte' é um projeto cofinanciada pelo Programa Norte 2020.
 
 
Segundo Orlando Alves, presidente da Câmara Municipal de Montalegre, 'assinou-se no ano passado o protocolo para a intervenção no castelo de Montalegre. Envolve duas entidades: a Direção Regional de Cultura do Norte e a Câmara de Montalegre. O município assumiu a comparticipação financeira dos 15% que é devida para que este desígnio se concretize. São aos milhares os turistas que todos os anos visitam Montalegre e chegados aqui dão com o nariz na porta. Os castelos têm uma função cultural e turística muito importante. Neste caso concreto, o castelo não desempenha nenhuma dessas ditas funções. Neste momento, decorrem as escavações arqueológicas que são obrigatórias e depois de discutidas as propostas a obra vai desenvolver-se no orçamento de 2018. Haverá uma intervenção na porta de armas. Há uma musealização das torres, uma intervenção nas muralhas e será melhorada a acessibilidade pedonal. É um projeto de 1,5 milhões onde, como referi, 15% mais IVA são verbas do orçamento municipal que nos obrigam a um esforço financeiro grande. Já estou há 27 anos na autarquia e este monumento esteve sempre fechado. Vamos ter a alegria e o conforto de dentro de dois anos contar com este espaço aberto aos turistas e, certamente, que o turismo e a terra vão ficar a ganhar muito com isso', apontou o autarca.

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